Távola Redonda

Qualquer parte do artigo que seja crítica para as conclusões é da responsabilidade do autor.

Um dos segredos mais bem guardados é até que ponto um punhado de conglomerados pertencentes ao Clube Bilderberg, tais como o CFR – Council on Foreign Relations [Conselho de Relações Internacionais], OTAN, Clube de Roma, Comissão Trilateral, maçons, Skull and Bones (Mesa Redonda, Sociedade Milner) e a Sociedade Jesuítico-Aristotélica – controlam o fluxo de informações no mundo e determinam o que vemos na televisão, ouvimos no rádio e lemos nos jornais, revistas, livros e na Internet.

A Imprensa é controlada

«Ser testemunha da conferência anual do Clube Bilderberg é entender como os senhores do Novo Mundo se reúnem em segredo e conspiram com a conivência dos meios de comunica­ções», lamentava-se meu amigo Jim Tucker, inimigo número um do Clube. Tucker sabe o que está dizendo. Tem ido atrás das reu­niões do Bilderberg há mais de trinta anos.

O Clube Bilderberg também representa a elite dos meios de comunicação em ambos os lados do Atlântico. Os empresá­rios desses meios assistem às reuniões prometendo, de antemão que, sob nenhuma condição, falarão do Clube. Os editores se fazem responsáveis por qualquer notícia relacionada com ele em seus meios de comunicação. E dessa maneira, os membros do Clube Bilderberg garantem um silêncio total e absoluto e uma identidade invisível, tanto nos EUA quanto na Europa.

Se dermos uma busca nos principais meios de comunicação do mundo, não encontraremos nenhuma notícia sobre um grupo que reúne os mais importantes políticos, empresários e financistas do planeta. Isto, para não mencionar informações sobre o início das hostilidades contra o Iraque, nem sequer ventilada pela imprensa que par­ticipou do encontro Bilderberg de 2002.

Desavença, mas segredo absoluto

Uma das maiores desa­venças entre os vários grupos dentro do Bilderberg ocorreu na reunião de 2002. Os bilderbergers europeus exigiram a presença imediata do secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, para explicar os planos da guerra. Rumsfeld, modificando brus­camente sua agenda política, compareceu à reunião para prome­ter aos participantes, sob ameaças e pressões, que de nenhuma maneira iniciaria a guerra antes de fevereiro ou março de 2003. Bem, se eu, por mais que disponha de contatos privilegiados, soube quando começaria a guerra, como é possível que os peixes graúdos dos meios de comunicação que participaram da reunião não soubessem de algo assim tão básico?

American Free Press, o jornal de Tim Tucker, infor­mou em junho de 2002 que, segundo fontes da reunião do Clube Bilderberg, a guerra contra o Iraque havia sido adiada até março de 2003, quando todos os jornais do mundo anunciavam o ataque para o verão de 2002. Tradução: O encontro Bilderberg/2002 teve lugar entre 30 de maio e 2 de junho. Rumsfeld, o secretário de Defesa de Bush, participou no dia 31. Os membros do Clube arrancaram-lhe a promessa de que o governo Bush não começaria a guerra até o ano seguinte. Esta não é notícia suficiente para sair na primeira página de todos os jornais do mundo? Sem dúvida, os principais meios de comunicação, como o New York Times e o Washington Post, cujos diretores são membros do Clube, tinham ordens de não informar aquela que poderia ter sido a notícia do verão.

Com censura

O correspondente do American Free Press para as Nações Unidas, Christopher Bollen, perguntou, numa ocasião, a um grupo de jornalistas, que aguardavam o início de uma coletiva da imprensa, a razão pela qual as notícias sobre o Clube são censu­radas, sistematicamente, pelos editores mais “respeitáveis”. Tudo o que conseguiu em resposta foram risadinhas irônicas.

«Há muitos anos nos chegou uma ordem de cima dizendo que não poderíamos informar sobre o Clube Bilderberg», decla­rou numa ocasião Anthony Holder, ex-jornalista do Economist de Londres, especializado em temas relacionados com a ONU. Vale lembrar que essa publicação é uma referência mundial entre os meios que tratam de economia. Outro experiente jornalista, William Glasgow, que trabalha para a Business Week, afirma: «A única coisa que sabemos é que o Clube existe, mas é verdade que não publicamos suas atividades». Como disse outro jornalista: «É inevitável suspeitar de uma organização que planeja o futuro da humanidade com o máximo de segredo».

Os Rockefellers e a mídia

«O envolvimento dos Rockefeller nos meios de comunicação é múltiplo. Assim, asseguram-se de que “os meios de desinformação de massas” nunca falem de seus planos para dominar um futuro governo mundial. Os meios sempre decidem quais os temas que serão atuais num determinado país. Por exemplo, às vezes põem em primeiro plano o tema da pobreza e, outras vezes, o fazem desaparecer. O mesmo sobre a poluição, os problemas demográfi­cos, a paz ou qualquer outro tema» (Gary Allen, em «The Rockefeller File»).

«Os meios podem pegar um homem como Ralph Nader e convertê-lo num herói, instantaneamente. Ou podem pegar um inimigo dos Rockefeller e criar a imagem de que ele é um cretino, um bufão ou um paranóico perigoso» (Gary Allen, «The Rockefeller File»).

Ralph Nader, eterno candidato presidencial “independente”, «muito admirado por sua postura contrária à classe dirigente», é financiado pela rede Rockefeller com a intenção de destruir o sistema do livre mercado. Os principais patronos de Nader são a Ford Foundation e a Field Foundation, ambos ligados por meio do CFR – Council on Foreign Relations. Segundo um artigo da Business Week, reimpresso no Boletim do Congresso de 10/03/1971: «John D. Rockefeller IV é conselheiro de Nader».

«Com todo o dinheiro que possuem, os Rockefeller conse­guiram o controle dos meios de comunicação. A opinião pública já não é um problema para eles. Com o controle da opinião pública, por sua vez, conseguiram as rédeas da política. Controlando a política, têm a seus pés toda a nação.» (Gary Allen, em «The Rockefeller File»).

«Durante quase 40 anos – segundo David Rockefeller – o Washington Post, o New York Times, a Time Magazine e outros meios corporativos de prestígio têm participado de nossos encontros e vêm mantendo a promessa de discrição.» «Teria sido impossível para nós desenvolver um plano para o mundo se tivés­semos estado submetidos à luz da opinião pública durante todos esses anos» – acrescentou. «Mas, graças a isto, agora o mundo está mais sofisticado e mais preparado para um Governo Mundial. A soberania supranacional de uma elite intelectual, juntamente com os principais banqueiros, é preferível aos anseios de autodetermi­nação nacional dos séculos passados.»

Convidados da Imprensa e outros participantes

Alguns dos jornalistas convidados às reuniões do Clube são:

Juan Luis Cebrián, do grupo PRISA (participante habi­tual); Arthur Sulzberger, editor do New York Times e membro do CFR; Peter Jennin, apresentador e editor do programa da ABC, World News Tonight; e Thomas L. Friedman, colunista do New York Times, ganhador do Prêmio Pulitzer e membro do CFR e da Comissão Trilateral.

O Clube Bilderberg usa os principais grupos de comuni­cação para criar uma opinião que respalde seus objetivos. Assim, difunde notícias que influenciam o mundo político e o cidadão comum. A indústria dos meios de comunicação, totalmente con­trolada, difunde a propaganda. De fato, entre os convida­dos mais freqüentes às reuniões Bilderberg encontra-se Anthony Ridder da Knight-Ridder, Inc., a segunda rede de jornais mais importante dos Estados Unidos, que controla publicações como o Detroit Free Press, Miami Herald e o Philadelphia Inquirer.

Controle, conluio e manipulação das massas

As corporações públicas procuram manter em segredo a lista de participantes das reuniões do Clube e a imprensa pri­vada quase não divulga o evento. Assim, Microsoft, AT&T, Bechtel, Cisco, Compaq e Price Waterhouse Coopers não têm nada a temer da imprensa. Não importa que a Microsoft e a NBC administrem em conjunto a rede de cabos MSNBC.

Em sua edição de agosto/setembro de 1993, a prestigiosa revista holandesa Exposure publicou um artigo sobre o férreo con­trole existente sobre certo tipo de informações – controle este estabelecido pelas três mais prestigiadas cadeias de televisão dos Estados Unidos: a NBC, a CBS e a ABC. As três surgiram a partir da RCA. O que quer dizer que a política social decidida pelo Instituto Tavistock parte da idéia de que as massas podem ser manipuladas.

Essas organizações e instituições que, teoricamente, com­petem umas com as outras, e que têm uma “independência” que assegura aos americanos receber informações não distorcidas, estão na realidade ligadas através de incontáveis empresas e enti­dades  financeiras. Trata-se de um emaranhado quase impossível de desenrolar.

O que aconteceria se o povo americano soubesse que as três redes de televisão mais importantes do país transmitem uma lavagem cerebral definida pelo Instituto Tavistock de Relações Humanas, refletindo o MI6, o instituto de inteligência mais sofisticado do mundo? O artigo da revista Exposure apóia-se no trabalho de Eustace Mullins, tenaz investigador do que veio a ser chamado de Nova Ordem Mundial (NewWorld Order).

A NBC e a RCA

A NBC é propriedade da General Electric (GE), «uma das maiores corporações do mundo»: com uma longa história de atividades anti-sindicais. A GE é, por sua vez, um dos mais importantes provedores de fundos do Partido Republicano e mantém imensos interesses financeiros na indústria armamentista e nuclear. O ex-­diretor da empresa, Jack Welch, foi um dos principais impulsio­nadores da transferência das fábricas americanas para países com baixo custo de mão-de-obra, como o México e a China.

A NBC é uma empresa subsidiária da RCA, um conglome­rado de empresas de comunicação. No conselho diretor da RCA encontra-se Thornton Bradshaw, presidente da Atlantic Richfield e membro da OTAN, do WWF – World Wildlife Fund, do Clube de Roma, do Instituto Aspen de Estudos Humanísticos e do CFR. Bradshaw é também presidente da NBC.

A função mais importante da RCA é o serviço que proporciona à inteligência britânica. É importante saber que a direção da RCA está composta por importantes per­sonalidades do poder anglo-americano que pertencem a outras organizações, como a OTAN, o Clube de Roma, o CFR, a Comissão Trilateral, a Maçonaria, a Mesa Redonda, o Clube Bilderberg etc. Cabe destacar que David Sarnoff foi para Londres ao mesmo tempo que Sir William Stephenson transladava-se para o edifício da RCA de Nova York.

Entre os diretores da NBC nomeados no artigo Exposure, de Mullins, estavam:

Ÿ John Brademas (CFR, Clube Bilderberg), um diretor da Fundação Rockefeller; Peter G. Peterson (CFR), ex-executivo da Kuhn, Loeb & Co (Rothschild) e ex-secre­tário de comércio dos EUA; Robert Cizik, diretor da RCA e do First City Bancorp, identificado numa audiência junto ao Congresso dos EUA como banco pertencente aos Rothschild; Thomas O. Paine, presidente da Nurthrup Co. (o grande empreiteiro do Ministério da Defesa americano) e diretor do Instituto de Estudos Estratégicos de Londres; Donald Smiley, diretor de duas companhias Morgan, Metropolitan Life e US Steel; Thorton Bradshaw, diretor da RCA, diretor da Rockefeller Brothers Fund, da Atlantic Richfield Oil e do Instituto Aspen de Estudos Humanísticos (estes últimos dirigidos por um membro do Clube, Robert O. Anderson).

Claramente, o comitê executivo da NBC sofre uma considerável influência dos Rockefeller-Rothscild-Morgan, principal eixo e promotor do plano da Nova Ordem Mundial.

A rede ABC

A ABC é propriedade da Disney Corp. – «que fabrica produ­tos nos países do Terceiro Mundo pagndo salários de miséria em condições de trabalho atrozes». Possui 152 canais de televisão. O Chase Manhattan Bank controla 6,7 % da ABC, participação sufi­ciente para exercer o seu controle. Mesmo sendo uma porcentagem pequena, é mais do que suficiente para censurar os conteúdos da rede e exercer pressão sobre eles. O Chase, através de seu departamento de crédito, controla 14 % da CBS e 4,5 % da RCA.

Assim, no lugar de três redes de televisão chamadas NBC, CBS e ABC, o que na ver­dade temos é a Rockefeller Broadcasting Company, a Rockefeller Broadcasting System e a Rockefeller Broadcasting Consortium.

O grupo CBS

A CBS é propriedade da Viacom, que possui cerca de 200 canais de televisão e 255 emissoras de rádio filiadas. Esse «enorme conglomerado de empresas de comunicações possui, entre outros, a MTV, a Show Time, a Nickelodeon, a VH1, a TNN, a CMT, a Paramout Pictures e a Blockbuster Inc., 39 canais de televisão e 184 emissoras de rádio», segundo Bernie Sanders (Sanders Scoop Newsletter, 2002).

William Paley formou-se em técnicas de lavagem cerebral de massas pelo Instituto Tavistock na Inglaterra antes que lhe fosse concedido o comando da CBS.

A expansão financeira da terceira rede de televisão, a CBS, foi supervisionada durante muito tempo por Brown Brothers Harriman e seu sócio majoritário, Prescott Bush, diretor da CBS.

O comitê executivo da CBS incluía:

Ÿ O presidente William S. Paley (Comitê dos 300); Harold Brown (CFR), diretor executivo da Comissão Trilateral e ex-secretário da Defesa dos EUA e da Força Aérea; Michel C. Bergerac, presidente da Revlon e diretor do Manufacturers Hannover Bank (Rothschild); Newton D. Minow (CFR), diretor do Instituto RAND e, entre outras, da Fundação Ditchley, estreitamente vinculada ao Instituto Tavistock (espe­cialistas em lavagem cerebral) e ao Clube Bilderberg.

O último ex-presidente da CBS foi o doutor Frank Stanton (CFR), que também é membro do conselho de administração da Fundação Rockefeller e da Instituição Carnegie.

Rockefeller e Rothschild aliados

Convém saber que as famílias Rothschild e Rockefeller são as que lideram o férreo con­trole sobre as comunicações e respondem diretamente ao Clube Bilderberg.­

Segundo James Tucker, «os bilderbergers estão convencidos de que a opinião pública sempre segue os passos de indivíduos influentes. Os membros do Grupo preferem trabalhar através de um número reduzido de pessoas de confiança e não com grandes campanhas publicitárias».

E a Fox…

A Fox News Channel (uma das cinco grandes) é de proprie­dade de Rupert Murdoch, «proprietário de uma parte significa­tiva» dos principais meios de comunicação do mundo. Sua rede tem “vínculos estreitos” com o Partido Republicano e entre seus “equilibrados e corretos” analistas se encontra Newt Gingrich, ex­porta-voz do Partido Republicano americano.

É evidente que as cinco redes de meios de comunicação estão estreitamente relacionadas com o Bilderberg, o CFR e a Comissão Trilateral. Como se pode afirmar, então, que as cinco grandes televisões americanas, de onde a maioria dos cidadãos obtém as informações, são independentes?

 

Jacinto Rosa Vieira

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