Parlamento Europeu atrofiado

FRENTE DO ALGARVE LIVRE DE TRANSGÉNICOS

Este texto foi traduzido das páginas 50 a 52 do livro “LES ARMÉES SECRÉTES DA NATO”, de Danielle Ganser, tendo sido acrescentadas algumas informações citadas no referido livro.

Depois do primeiro-ministro italiano ter revelado, em 1990, a existência da GLADIO, os eurodeputados reuniram-se, em 22 de Novembro de 1990, no Parlamento Europeu, e mais indignados ficaram com o escândalo guardado durante quarenta anos. A indignação ultrapassou os limites, quando tiveram conhecimento que a GLADIO estava associada ao hiper terrorrismo dos exércitos secretos da NATO, com o apoio da CIA e do MI6 inglês, e praticava assassinatos em grande escala, e atentados como os da gare de Bolonha e o sequestro e assassinato de Aldo Moro e de outros ocorridos noutros locais. Durante a reunião do Parlamento Europeu, iniciada em Novembro de 1996, vários eurodeputados afirmaram que estavam chocados, entre eles o eurodeputado flamengo, não só com os assassinatos sigilosos da GLADIO, mas  também com a cumplicidade da NATO, CIA e da máquina de guerra americana que se julga ter o direito de interferir na soberania dos outros países, enquanto o eurodeputado flamengo reconhecia a incapacidade do Parlamento Europeu de resolver este assunto e bem assim confessou ter a consciencia quanto à sua  incompetencia no que respeita a matérias de segurança e manutenção da paz. A seguir explicou a razão porque a resolução votada, pede uma comissão de inquerito em cada um dos doze estados membros, afim de tudo ficar esclarecido. No seguimento dos debates, o Parlamento Europeu decidiu adoptar uma resolução sobre o caso GLADIO, contendo uma viva denuncia do fenomeno, e seu preâmbulo uma tentativa de descrição da operação em sete pontos:

1-      “Considerando que vários governos europeus revelaram a existência, durante quarenta anos e nos vários Estados membros da Comunidade, de uma organização dirigindo operações militarizadas e de informações paralelas”;

2-      “Considerando que durante estes quarenta anos, esta organização escapou a todo o controlo democrático e foi comandada pelos serviços secretos dos Estados Unidos em colaboração com a NATO”;

3-      “Receando que tais redes clandestinas tenham ilegalmente interferido nos assuntos politicos internos dos Estados membros ou estejam sempre em condições de o fazer”;

4-      “Considerando que em certos Estados membros, os serviços secretos militares (ou elementos incontroláveis no seio destes serviços) foram implicados em graves actos de terrorismo criminosos como têm provado diversos inquéritos judiciais”;

5-      “Considerando que estas organizações agiram e continuam a agir fora de qualquer quadro legal, não estão submetidos a nenhum controle parlamentar, e o mais frequente, sem que disso tenham sido informados os mais altos responsáveis do governo e dos garantes da Constituição”;

6-      “Considerando que as diferentes organizações “GLADIO” dispôem dos seus próprios arsenais e equipamentos militares, que lhes proporcionam uma força de ataque desconhecida, constituindo assim uma ameaça às estruturas democraticas nos países nos quais operam e têm operado”;

7-      “Vivamente inquietante é existirem orgãos de decisão e execução fora de qualquer controle democrático e de natureza totalmente clandestina, na ocasião em que há um esforço de cooperação comunitária em questões de segurança que está no centro de todos os debates”. No seguimento deste preambulo, a resolução condenava desde logo “a criação clandestina de redes de acção e de manipulação e (apelava) a abrir um inquérito aprofundado sobre a natureza, a estrutura, os fins e qualquer outro aspecto destas organizações secretas  e de qualquer grupo dissidente, quanto à sua utilização com fins de ingerencia nos respectivos assuntos internos dos países, sobre o problema do terrorismo na Europa e sobre a possível cumplicidade dos serviços secretos dos Estados membros ou de terceiros países. Em segundo lugar, a União Europeia prostestava “energicamente contra o direito de que se têm apoderado certos responsáveis do exército americano que trabalham para o SHAPE e para a NATO quanto ao encorajamento da criação na Europa de uma rede de espionagem e de acção clandestina.” Num terceiro ponto, a resolução apelava “aos governos dos Estados membros a desmantelar todas as redes militares e paramilitares clandestinas”. Quarto ponto, a União Europeia intimava “as jurisdições dos países nos quais a presença de tais organizações militares tivesse sido averiguada para determinar com exactidão a sua composição e seu modo operacional e a estabelecer a lista de todas as acções que elas teriam empreendido com o fim de desestabilizar as estruturas democraticas dos Estados membros”. Por outro lado, a União Europeia reclamava que todos os Estados Membros tomassem as medidas necessárias ou seja a necessidade de nomear comissões de inquéritos parlamentares afim de documentar a lista exaustiva das organizações activas neste contexto, e ao mesmo tempo, controlar as suas ligações com os seus serviços informativos respectivos e se houver grupos terroristas ou outras prácticas ilegais”. O sexto ponto da resolução, dirigia-se ao Conselho dos ministros da União Europeia, particularmente ao Ministro da Defesa, e apelava-lhe a fornecer toda a informação sobre as actividades destes serviços de informação e das acções clandestinas. Sétimo, o Parlamento pedia “à sua comissão competente para ouvir as testemunhas afim de esclarecer o papel e o impacto da organização “GLADIO” e de outras redes similares”. Último ponto e não é dos menores, dirigindo-se explicitamente à NATO e aos Estados Unidos, o Parlamento Europeu ordenava ao seu presidente para transmitir a presente resolução à COMISSÃO, ao Conselho Europeu, ao sécretario geral da NATO, aos governos dos Estados membros e ao governo dos Estados Unidos.

Muito ruído para nada, sobre as oito medidas exigidas pelo Parlamento, nem uma foi executada convenientemente. Só a Bélgica, Itália e Suiça nomearam uma comissão de inquerito parlamentar e forneceram um relatório público substancial e detalhado. E ainda que a resolução tenha sido levada ao conhecimento dos serviços competentes respectivos da União Europeia, da NATO e da admnistração americana, nem o secretário geral da NATO, Manfred Worner, nem o Presidente dos Estados Unidos George Bush senior, não apoiaram a abertura de um inquérito aprofundado nem prestaram uma explicação pública.

CONCLUSÕES E COMENTÁRIOS DA FRENTE DO ALGARVE LIVRE DE TRANSGÉNICOS: Urge denunciar que Humberto Delgado, o guineense Amilcar Cabral e o moçambicano Eduardo Mondale foram assassinados pela Gladio, o que foi referido na página 171 do livro mencionado no 1º paragrafo deste texto. O salazarismo também apoiou e enviou militares para assassinar várias dezenas de civis na Bélgica e Itália, razão porque só estes Estados membros promoveram o inquérito que a resolução solicitou.

Mais: A resolução dos eurodeputados sobre os assassinatos da GLADIO, durante 40 anos, só se pode interpretar por uma acusação dos exterminadores da NATO, América, e a U.E. como coniventes na sua impunidade, repetindo o que já aconteceu em 1999 com a resolução No. A4-005 dos eurodeputados que exigiram a eliminação do programa HAARP que constitui a pior ameaça à sobrevivência dos seres vivos e do Planeta. Também esta resolução foi travada pela Comissão da U.E., da intocável supremacia de vampiros dos alimentos. Deste modo, a votação favorável à eliminação da probição de semear, iludiu quem se esforçou e desconhece, que o Parlamento Europeu é um embuste fabricado pelas instruções, de 26-7-1950, recebidas pelo General Donovan da CIA e é ela que o manobra. Os eurodeputados cumprem a sua missão, reclamando, mas são sempre paralisados pelos ardilosos poderes arbitrarios da COMISSÃO (ler página 268 do livro “THE GLOBAL ECONOMIC CRISIS).

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