Excertos do capitulo XXIV do livro “O Poder Secreto!” de Armindo Abreu (págs 620-640)

Já a mais moderna experiencia na investigação das técnicas de controlo da mente humana envolve um complexo programa científico que pesquisa efeitos das ondas electrónicas de alta frequência, conhecido pela sigla HAARP (Hi-Frequency Active Auroral Research Program). Ele é patrocinado pelo Pentágono, com fundos próprios, e apoiado pela Marinha e pela Força Aérea dos Estados Unidos. A sua base está localizada no círculo polar árctico, mais precisamente a 200 milhas do perímetro urbano da cidade de Anchorage, no Alasca.

Segundo o Pentágono, o HAARP não seria mais sinistro do que qualquer outro projecto avançado de telecomunicações e vigilância aeroespacial. Já os mais ácidos críticos do projecto temem pelo pior. “… Alegam que ele é o protótipo de muitos superaquece-dores do futuro, capazes de irradiar ondas e raios invisíveis, inteligentes, sobre misseis, satélites, e, até mesmo, dirigidos às massas cinzentas contidas nas cabeças dos seus inimigos, dos agitadores e subversivos; que esses raios são capazes de “foder com os marca-passos”, causar terramotos e provocar “black-outs” em cidades inteiras, desarranjar totalmente a atmosfera da Terra, confundir os cérebros das pessoas, ser usados como arma de último recurso numa eventual “batalha final” entre terráqueos e alienígenas, modificar e controlar o clima e, da mesma forma, desregular os mecanismos sensíveis de comunicação e direcção de mísseis, satélites e aviões, bem como os de quaisquer objectos que se desbloquem acima da atmosfera, podendo fazê-los dispensar dos céus como se chovessem canivetes.”

Reportagens e filmes, levados ao ar em canais americanos das TV abertas e a cabo, reproduzidas no exterior, apontam para um mecanismo de tele-controlo, desenvolvendo em segredo por programa desse tipo, que teria desviado de rota, electronicamente, em diversas ocasiões, aviões militares durante a guerra do Vietname, fazendo-os sobrevoar e lançar bombas sobre alvos em territórios do Cambodja.

Dessa forma espúria, ampliaram a intervenção e os limites físicos do conflito, sem o conhecimento prévio do público e dos parlamentares e, o que é mais grave, sem a competente autorização formal do Congresso Americano.

E tudo isso, denunciam documentos e bem montadas reportagens, teria sido feito a portas fechadas, “en petit comité”, apenas pelo Presidente Nixon, pelo assessor de Segurança Nacional Henry Kissinger, o seu principal auxiliar Alexander Haig, pelo general Sitton, da Força Aérea dos Estados Unidos e membros selectos dos serviços de Inteligência, na chamada “Operação Menu”, sem deixar rastos tangíveis: registos escritos, pistas documentais, planos de voo e, sequer, a possibilidade de recurso ao testemunho das tripulações, uma vez que os aviões eram levados aos alvos, onde lançavam as suas bombas, de forma inteiramente automática, sem que aparelhos e gravadores de bordo pudessem apontar ou registar dados discrepantes dos planos originais.

Tudo teria sido feito, portanto, de forma hi-tech, também sem o conhecimento e a colaboração dos pilotos e artilheiros, que tanto decolavam quanto regressavam às bases, sem mínimas possibilidades de perceber que haviam realizado missões fora das fronteiras físicas do Vietname.

Essa extraordinária possibilidade, como não poderia ser diferente, logo deu azo a especulações sobre a eventualidade dos aviões civis que participaram do atentado de 11 de Setembro, ao invés de sequestrados, como reza a versão oficial, terem sido levados a colidir com as torres pelos mesmos processos electrónicos utilizados, anos antes, no Cambodja!

Mesmo que tamanha lista de potencialidades do HAARP, apresentada para efeitos de registo de patente, possa parecer um pouco sofisticada ou, mesmo, exagerada, não custa lembrar que a maioria dos seus itens consta do pedido original de licença preenchida pelo físico do Texas, Bernhard Eastland, patente concedida e hoje pertencente à APTI-Arco Powers Technologies, Inc., até recentemente uma subsidiária de matriz ARCO, gigante da indústria de defesa, companhia originalmente contratada pelo Pentágono para produzir o HAARP.

Mas, não é só isso. Em 1994, a ARCO cedeu o controlo da APTI para outro gigante do complexo industrial-militar, a E-Systems, especialista em tecnologia de contra vigilância, cuja empresa-mater é a Raytheon (associada ao nosso SIVAM, o sistema de vigilância da Amazônia), um dos monólitos da indústria de defesa mundial, cuja fama surgiu durante a Guerra do Golfo com a produção de mísseis inteligentes Patriot, destruidores dos Scud lançados pelo Iraque.

Na lista de referências constantes do pedido de patente para a superarma de Eastlund, figuravam dois croquis de Nikola Tesla, o famoso inventor nascido na Croácia, que descobriu e patenteou o uso da corrente eléctrica alternada (AC) e reivindicou a descoberta de um “raio da morte”, supostamente capaz de derreter motores de aviões a centenas de metros de distância da fonte geradora.

Jerry E. Smith, autor de alentado livro sobre o HAARP, lista entre as suas possibilidades concretas como potente e moderna arma de defesa ou de ataque: “… A destruição, de uma só vez, de todos os satélites orbitais inimigos, criando a capacidade de deslocar tropas sem possibilidade de detecção e perpetrar ataques de surpresa; a capacidade dessa arma de envolver o espaço terrestre com uma espécie de escudo magnético, invisível e impenetrável, apta a destruir todos os mísseis balísticos intercontinentais que tentassem atravessá-lo, tornando impossíveis quaisquer ataques ou retaliações nucleares.

Para Smith, uma arma que pudesse criar nuvens de elétrons, movendo-se à velocidade da luz, poderia obter ambos os efeitos, e um transmissor terrestre de rádio, de porte razoável, seria o bastante para fazê-lo. Tal transmissor poderia ser usado, também, para interromper as comunicações mundiais por rádio.

A ionosfera, sabemos, é usada para reverberar as ondas de rádio em torno da Terra, viabilizando as transmissões a longa distância. Se esse transmissor fosse usado para alterar a ionosfera em alguns dos seus pontos, seria possível obstruir todas as transmissões de rádio, excepto as nossas, deixando-as livres. Um transmissor terrestre de porte razoável seria, também, o suficiente para que tal efeito fosse obtido.

Mas, um desses transmissores poderia ser usado para algo mais, além de mudar a forma da ionosfera: ele poderia abrir buracos nessa camada protectora, permitindo a entrada direccionada de radiações mortais, queimando certos pontos da Terra como um ferro em brasa.

E isso representaria o mesmo que lançar bombas nucleares sobre esses mesmos sítios, exterminando todas as formas de vida ali existentes, só que sem explosões, sem danos aos edifícios e à maioria dos equipamentos”.

O que poderia, então, nessa nova escala de valores, estar ao alcance do poder de uma nação se ela adquirisse a capacidade de causar uma alteração indelével na corrente climática “Jet Stream”? O clima de todos os continentes poderia, dessa forma incrível e simples, ser perfeitamente controlado, causando inundações ou secas onde fosse interessante, a essa potência, causa-las. E o controlo do clima, como sabemos, significa o controlo da produção de alimentos. Especulações, ainda não comprovadas, vêm associando discretas experiências climáticas em curso, supostamente provenientes do projecto HAARP, com importantes alterações ou mudanças planetárias de padrões meteorológicos, cujas origens, desconhecidas, são quase sempre atribuídas a um recentíssimo fenómeno supostamente natural a quem baptizaram de “El Niño”, hipotética desculpa pseudocientífica para factos inexplicados, cujas fontes, difusas, seriam “meteorologistas”, geralmente não identificados.

Mas, e se essa arma simples e espectacular pudesse permitir que colocássemos olhos profundos debaixo de Terra, procurando e localizando bases inimigas subterrâneas?

Os radares usam microondas enviadas pelo ar para detectar e identificar objectos, como aviões e mísseis. De forma similar, os cientistas já conseguem ver abaixo da superfície terrestre para buscar e encontrar depósitos enterrados de materiais perigosos.

A tecnologia para isso se chama EPT (Earth Penetretating Tomography: “Tomografia de Penetração da Terra”) e mostram o tamanho da piada que representou, para o mundo, a denúncia norte-americana de que o Iraque possuiria, enterrados, arsenais de armas químicas de destruição em massa sem, contudo, apontar a sua localização….

A EPT poderia, perfeitamente, ser utlizada, também, para localizar novos campos de petróleo ou, até mesmo, prever a ocorrência de sismos e vulcões.

É justamente por isso que o senado americano tem apoiado e concedido fundos para o projecto HAARP, como vimos, denominado “Hi-Frequency Active Auroral Research Program” ou, traduzido ao pé da letra, “Programa de Pesquisa da Alta-Frequencia Activa da Aurora Boreal”.

O HAARP está construindo um aparato transmissor com força de sinal suficiente para transformar a “Aurora Boreal” numa antena virtual, capaz de retransmitir sinais em “frequência extremamente baixa” (ELF), capazes de se deslocar, sem perdas, em águas profundas, tornando-se numa forma ideal para comunicações entre bases navais e submarinos, não importando a que profundidade eles possam navegar.

As ondas ELF (Extremely Low Frequency), sendo capazes profundamente, também, no interior da Terra tornaram-se o meio mais eficaz para a realização das “Tomografias de Penetração” (EPT).

Mas, o subproduto mais inquietante do projecto, pelas terríveis implicações de natureza humana que deixa entrever, é a capacidade, e a possibilidade concreta, de produzir uma arma (já existente e em fase de testes, segundo observadores severos), capaz de induzir modificações na conduta humana.

É facto sabido que a mente humana opera em frequências extremamente baixas, não por acaso as mesmas do HAARP, deixando aos seus operadores a possibilidade de enviar mensagens de rádio directamente dirigidas às mentes das pessoas, possivelmente induzindo-as a determinados comportamentos ou obediência a comandos de palavras-chaves, como, por exemplo, “Cumpra esta ordem”, “Ataque”, “Agrida”, “Atire”, “Mate”, ou, simplesmente, “Renda-se”!

Além dos inevitáveis perguntas que um projecto dessa magnitude deixa no ar, ele nos traz angustiais indescritíveis, como as possibilidades, através do direccionamento de microondas, de se “fritar” as mentes excessivamente perscrutadoras, incómodas ou hostis ao sistema de poder; de se induzir emoções, como o medo ou a raiva; de se exercer influências psicológicas sobre populações inteiras ou sobre integrantes de tropas, justo no seu deslocamento para o combate, em cidades ou países inteiros…

“… O HAARP é um projecto militar repugnante, … como muitas outras experiencias que podem fugir à moral e à ética da maioria do povo americano, … e que se esconde sob o manto protector de “um projecto de pesquisa civil”.

“… O HAARP não é ficção-cientifica. Ele é uma realidade potencialmente mortal. Quando concluído, será o maior transmissor de radiofrequência do planeta”, não se sabe, ainda, exactamente para quê.

Aos que ainda duvidarem dessas extraordinárias e demoníacas possibilidades cientifico-tecnológicas, e da coragem humana para por em prática tão sinistras e degradantes alternativas de dominação e controlo, preferindo agarrar-se à protecção da fé e do espirito religioso para se escusarem de tanto mal, aconselha-se a colocar, urgentemente, as barbas de molho:

Malachi Martin, o poderoso jesuíta, escritor e agente de inteligência da igreja que se moveu, como poucos, no interior do Vaticano, conhecendo-lhe os mais íntimos segredos e, em especial, gravitando à volta de João Paulo II em grande parte do seu pontificado, relata-nos que o conteúdo do ainda misterioso terceiro segredo de Fátima, supostamente transmitido pela Virgem a três pastores portugueses, já teria sido recentemente revelado, de forma reservada, a um privilegiado grupo de autoridades eclesiásticas.

Tamanho segredo, se não em detalhes, ao menos em suas essencialidades, teria sido abordado e discutido com total franqueza, en petit comité, pelo finado papa Woytila e o então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o seu sucessor, Papa Bento XVI, em três aspectos fundamentais:

O primeiro, a chegada de um tremendo e assustador castigo espiritual para a humanidade, a perda da fé religiosa em função do apreço ao materialismo consumista, especialmente entre católicos, e seu espraiamento por muitos países do globo;

O segundo, revelando a fonte de irradiação desse novo apego materialista e dos males dele decorrentes, a antiga União Soviética agnóstica, razão pela qual a Virgem solicitara ao papado, por meio da mensagem aos pastorinhos, que esta lhe fosse consagrada em cerimónia específica e reconvertida à fé cristã;

O terceiro aspecto desse segredo celestial descortinava a possibilidade de uma apavorante “… Punição física às nações, envolvendo catástrofes, naturais ou engendradas pelo homem, na terra, pelas águas ou na atmosfera do globo …” ratificando, no plano espiritual, essa incrível possibilidade terrena.

O doutor Hubertus Strughold, cientista de topo do regime nazi, a fonte primária de todas essas experiencias malignas, ex-supervisor de estudos de medicina dedicada à aviação, conduzidos no campo de concentração de Dachau, foi um dos pesquisadores esotéricos ligados aos interesses superiores das elites iluminadas.

Algumas das suas experiencias humanísticas consistiam em “… Injectar os detidos com gasolina, bacilos da malária ou do tifo; afogar prisioneiros em banheiras com água gelada, tudo em nome de uma investigação pretensamente científica, levada a cabo para descobrir e observar quanto tempo, e de que forma, as pessoas levariam para morrer nessas condições extremas!”

“Cientista” covarde, assassino de judeus, cristãos, ciganos, homossexuais, idosos e de outras infelizes minorias, durante a II Guerra Mundial, Strughold, ao invés de se ver sentado no banco dos réus, em Nuremberg, foi magnificamente instalado, pelos seus protectores, no Texas (o estado dominado pelos Bush) chegando, mais tarde, a ser laureado pela NASA com o título de “Pai da Medicina Espacial”.

Ao final da II Guerra, apenas três membros alemães do conselho de administração da Companhia IG Farben e o seu cartel maldito foram julgados e condenados como criminosos de guerra, mas nenhum dos directores citados acima, directamente ligados à cúpula do cartel, mesmo os co-participes das mesmas decisões consideradas criminosas, sofreu qualquer processo ou incómodo.

Outros nomes ainda mais ilustres e prestigiosos, apesar de haverem escapado dos julgamentos ou das punições do pós-guerra, alguns sendo mesmo poupados de críticas mais severas, também poderão vir a ter as suas biografias deslustradas por certas ligações, mesmo que ténues, com o gigantesco complexo industrial que sombreou o terror nazi.

Eugênio Sales, num brilhante artigo em que exalta “O Legado de João Paulo II”, revela que ele “… Foi um papa de grandes contrastes. Resistiu à perseguição nazi e ao terror comunista. Após ter trabalhado em uma fábrica química, entrou num seminário clandestino. Entretanto, nada dessa dureza o caracterizou como papa. Ao contrário, ele era a própria bondade, a delicadeza com cada pessoa, especialmente com as pequenas e doentes”.

Não obstante, provando que este planeta é deveras pequenino, apertado e sufocantemente incómodo, o autor Jack Chick vai ainda mais fundo nesse assunto tão delicado, ao afirmar que “… Um dos vendedores do cianureto fabricado pelas indústrias químicas Farben teria sido ninguém menos do que o futuro papa João Paulo II”.

Isso, é claro, temos plena certeza, muitos antes que Woytila houvesse percebido que o letal produto poderia ser usado na matança de milhões de judeus e cristãos e, portanto, decidisse, horrorizado pelas crueldades do seu tempo, ingressar clandestinamente na carreira eclesiástica.

Curiosamente, as instalações da Farben também nunca foram alvos dos bombardeios aéreos das forças aliadas sobre a Alemanha e os danos sofridos por outros tipos de ataques às suas instalações e refinarias nunca passaram de meros 15%!

Mas, qual teria sido o resultado mais catastrófico de factos terríveis como esses, e de outras fantásticas e enigmáticas operações do cartel criador da IG Farben? (Que, ainda, teremos a oportunidade de voltar a descrever nesta obra)

“… Um agente dos Rothschild (J.P Morgan, mentor do “Plano Dawes”. N.A) criou um poderoso cartel directamente envolvido na horrível perseguição e na política de extermínio dos judeus. E mesmo assim, essa poderosa família (sionista) ainda procura manter-nos na ilusão de que suporta, integralmente, os de sua etnia…”

“… O Laboratorio Lilly, dirigido em 1976 e 1977 pelo ex-director da CIA e ex-presidente dos Estados Unidos George Bush (pai) manufacturou, com sucesso, o primeiro lote de LSD para as experiencias do programa MK-Ultra, produzindo, ainda, o Darvon, um produto de propriedades similares às da “cannabis” (nome cientifico da maconha), e o Prozac, a pílula da felicidade, por muitos acusada de “induzir ao suicídio e a comportamentos aberrantes”. Esse poderoso alucinogénio (o LSD) fora desenvolvido na Suíça pelo pesquisador de produtos farmacêuticos da Sandoz, Albert Hofmann, e introduzido na América pela CIA, sendo testado em diversas pessoas, com ou sem o seu prévio conhecimento: Estudantes da Universidade de Cornell (através da “Sociedade para a Investigação da Ecologia Humana”); fuzileiros navais da base de Atsugi, no Japão, onde Lee Harvey Oswald serviu; pacientes negros do Hospital Lexington de Narcóticos e empresários do ramo da prostituição, durante a chamada “Operação Orgasmo da Meia-Noite” (Midnight-Climax), realizada na cidade de San Francisco.

O U.S Army Chemicals Corps, um departamento do exército especializado em guerra química, também testou o LSD em cerca de 1500 “voluntários”.

Em capítulo anterior, havíamos lançado sérias advertências quanto à tese da prevalência exercida pelos antigos habitantes brancos das terras altas caucasianas, culminando com o seu despótico predomínio actual sobre toda a espécie humana, através da Fraternidade Babilónica, dos seus descendentes e aliados.

Além dela não ser inteiramente nova, original, dizíamos, resvalava perigosamente pelo passado recente, durante o florescer da Alemanha nazi.

Isso, pelo facto da ascensão política de Adolf Hitler haver sido profundamente influenciada pelo célebre ocultista, notório professor de Geopolítica na Universidade de Munique e general do Exército Imperial Alemão, Karl Haushoffer, havido por muitos como o verdadeiro autor do seu livro “Mein Kampf” (Minha luta).

Haushoffer representava, na realidade, o braço visível de uma conspiração genuinamente germânica, envolvendo ocultistas e sociedades secretas, que procuravam provar a superioridade racial alemã sobre as demais congéneres europeias.

Durante a sua prestigiosa passagem pela Universidade de Munique, Haushoffer teve como assistente Rudolf Hess que, anos depois, viria a ser nomeado vice Führer do Terceiro Reich sendo, portanto, o sucessor legal de Hitler em suas ausências e impedimentos.

Haushoffer tinha sido adido militar em Tóquio, antes da guerra, e durante aquela missão teve a oportunidade de viajar, conhecer, estudar e contratar várias sociedades secretas orientais, adquirindo extenso e profundo conhecimento das ditas ciências ocultas. Seu filho, seguindo-lhe os passos, tornou-se astrólogo e dedicou-se ao estudo das profecias do famoso místico francês medieval, o judeu Michel de Notre Dame, mais conhecido pelo nome latino Nostradamus (significando “Nossa Senhora”, como vimos antes, um dos apelidos de Semiramis-Baali).

Haushoffer esteve, também, directamente envolvido na fracassada missão de paz empreendida por Hess na Grã-Bretanha, em 1941. Mas, destacou-se por ser um dos mais competentes entre os convictos adeptos da teoria de que a raça branca pura, igualmente referida em todos esses estudos como ariana, se houvesse originado na Ásia Central.

Por isso, tentou persuadir Hitler a estender a influência política do Terceiro Reich até a Pérsia, a Índia e o Tibete.

A “teoria racista ariana” (a dos nazis) e a teoria dos demais “descendentes” da raça branca caucasiana (a dos arianos formadores da Fraternidade Babilónica) diferem, fundamentalmente, apenas quanto ao suposto grau de pureza genética desses ramos. Os germânicos, segundo a doutrina mística nazi, foram induzidos a pensar que seriam os descendentes directos e imaculados dos excelsos árias, herdeiros íntegros e exclusivos do sangue desses puríssimos originários da linhagem branca do planeta, desenvolvendo, em consequência, um profundo e arrogante sentimento de superioridade sobre outros povos, o que facilitou a ocorrência, em solo alemão, do holocausto de judeus e cristãos.

Já os demais “homens brancos” teriam sido frutos da mistura dirigida dos árias iluminados (os pretensos líderes originais da Fraternidade que, na própria concepção, podiam interagir directamente com a divindade) aos outros povos antigos, gerando descendentes de aparência muito clara (ou caucasiana), porém não geneticamente “puros”.

Em sua visita ao Tibete, em 1908, Haushoffer conhecera um extraordinário ocultista russo: George Ivanovitch Gurdijeff, do qual se afirma ter sido peça fundamental tanto na organização da Nova Ordem Germânica quanto em influências no pensamento e na conduta do imperador russo Nicolau II (ele e a sua mulher, a imperatriz Alexandra, então fascinados e dominados pelo monge místico Rasputine) e do ditador Josef Stalin, quando este ainda era apenas um estudante, inquilino na residência da família Gurdijeff.

Gurdijeff nasceu na fronteira entre a Rússia e a Turquia e, desde muito jovem, foi iniciado numa ordem mística conhecida por Comunidade dos Caçadores da Verdade (Community of the Truth Seekers).

Ele defendia a tese de que as escolas de mistério tiveram a sua origem há, pelo menos, trinta ou quarenta mil anos atrás, convicção obtida na leitura de textos que interpretavam desenhos rupestres encontrados nas montanhas do Cáucaso e do Curdistão (reparem: essas mesmas regiões, outra vez!).

Poderosos ocultistas, esses “Caçadores da Verdade” acreditavam haver existido uma religião única na antiguidade que, com o passar dos tempos, fragmentou-se nas várias religiões, crenças e doutrinas, regulares ou ocultas, dos nossos dias. E que o verdadeiro teor dessa religião-mestra somente sobreviveria nas lendas, no folclore, na música de cada povo e no ensino secreto das fraternidades esotéricas.

Por isso, era missão dos Caçadores da Verdade viajar até os rincões mais remotos da Europa, do Médio Oriente e da Ásia, em busca de outras sociedades secretas que preservassem a velha sabedoria para, juntos, restabelecerem a antiga religião original do mundo.

Durante as suas viagens à Ásia, Gurdijeff disfarçava-se de vendedor de tapetes ou de desenhista de modas, vendendo espartilhos às moças. Mas ele operava, na verdade, contra os interesses britânicos na Índia e no Afeganistão, como espião do Serviço Secreto Russo.

Enquanto serviu no Oriente, Gurdijeff iniciou-se na Fraternidade Sarmoung, fundada na Babilónia cerca de 2500 anos antes de Cristo. Ele também permaneceria, por dez anos, no Tibete como tutor do Dalai Lama, quando articulou um plano para tentar converter o Czar Nicolau II ao Budismo.

Pouco antes da I Grande Guerra, Gurdijeff regressou à Rússia para ali ensinar os seus próprios métodos ocultistas, baseados nos estudos orientais. Com a revolução bolchevique e a ascensão destes ao poder, ele foi obrigado a fugir e estabeleceu uma comunidade espiritual na França, chegando a atrair escritores e intelectuais de toda a Europa Ocidental.

Foi por ensinamentos de Gurdijeff que o general Haushoffer teve o seu primeiro contacto com o culto secreto de Agarti, um suposto mundo subterrâneo, situado em alguma parte remota do Extremo Oriente, e que, nessa visão, teria sido construído há 60.000 anos atrás, por sobreviventes do cataclismo que destruiu a Atlântida.

Agarti abrigaria monumental biblioteca de volumes raros, exclusivos, preservando os textos completos da antiga sabedoria esotérica.

Diz-se, inclusive, que tais livros foram a fonte principal do material contido na obra “A Doutrina Secreta”, de Madame Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica Mundial (Theosophical Society), de poderosa influência sobre os principais líderes nazis e de quem já nos ocupamos antes.

Como Gurdijeff defendia a ideia de que a raça humana estava moral e espiritualmente adormecida e deveria, portanto, ser acordada desse estado catatónico pela aplicação de técnicas ocultistas, acredita-se que o slogan nazi “Alemanha Desperta” tenha sido criação sua, chegando até Hitler através da conexão Haushoffer-Hess!

Também o conceito de raça superior ariana e da criação de super-homens, num mundo dominado por nazis, parece ter ligações com a lenda de Agarti e dos seus ocultos e imortais adeptos! Na verdade, foi o filósofo alemão Nietzsche quem introduziu o mito do super-homem alemão, mas foram as doutrinas secretas que refinaram essas ideias nas mentes dos primeiros nazis!

Quando criança, em 1889, Hitler havia frequentado a escola da Abadia Beneditina de Lambach, em Lambach-am-Tram, na Áustria setentrional. Pelo menos 20 anos antes do nascimento do futuro führer, Lambach já era um centro de práticas gnósticas.

Seu superior, padre Teodoro Hagen, era adepto da astrologia, do sufismo islâmico e da filosofia gnóstica, havendo desenvolvido um especial interesse pelo catarismo do século XIII, um movimento gnóstico dos albigenses, facção da seita maniqueísta dos Cátaros surgida na cidade de Albi, no Sul de França no século XI, e exterminada pela Igreja no século XIII.

Robert Graves, famoso mitólogo e poeta britânico, afirmava que o mais longo e ininterrupto registo de transmissão exacta de conhecimento gnóstico se encontra no sistema iniciatório dos sofistas, isto é, de adeptos do misticismo arábico-persa, que sustenta ser o espirito humano uma emanação do divino, no qual se esforça para ser reintegrado.

Para Graves, eles teriam antecedido ao Islão em milhares de anos, uma vez que foram achadas assinaturas sofistas em construções datadas de 2500 anos a.C.

E esses mesmos místicos, ele afirma, teriam sido as pessoas contratadas para construir o primeiro Templo de Jerusalém. Os seus herdeiros modernos derivam da Guilda (associação de auxílio-mútuo constituída na Idade Média entre as corporações de operários, artesãos, negociantes ou artistas N.A) de pedreiros-livres da Inglaterra e Escócia, surgida ao tempo do rei saxónio Etelstano.

Mas, na verdade, foi o místico, astrólogo gnóstico e sofista padre Hagen quem determinou a gravação de uma cruz suástica na entrada da Escola da Abadia.

Nessa mesma época, havia também na Abadia de Lambach um monge cisterciense, de nome Adolph Joseph Lanz. Foi ele quem, mais tarde, como vimos, canalizou as forças espirituais de Hitler para as suas conhecidas atitudes racistas.

Em, 1900, Lanz abandonou o hábito e foi para Viena, onde fundou a Ordem do Novo Templo, claramente inspirada na trajectória dos cavaleiros Templários. Em 1905, agora sob o novo nome de Georg Lanz Von Liebenfels, ele começou a publicar o Jornal Ostara, de linha editorial racista, iniciando uma campanha em favor da guerra entre aqueles que denominou “Filhos da Luz”, os arianos louros, de olhos claros, e os “Filhos da Escuridão”, como chamava aos “… judeus morenos e astutos”.

Em Munique, como também vimos antes, Hitler fora iniciado por Dietrich Eckart em círculos gnósticos ligados à sociedade Tule, ordem secreta baptizada com o suposto nome da terra natal dos arianos do Norte, a “Ultima Thule”, também um importante reduto de oligarcas britânicos, alemães e suíços.

Ali, por meio das doutrinas gnósticas, como a Teosofia de Blavatsky, eles procuraram meios de levantar a auto-estima dos germânicos, em sua maioria abatidos pelas vicissitudes da I Grande Guerra, induzindo-os a pensar que fariam parte de uma raça superior e se dedicaram à criação de um partido de massas que pudesse empolga-los e reerguer-lhes o moral. Hitler tornou-se o seu interlocutor favorito.

Outro defensor da teoria da raça superior, convém lembrar, foi o místico e ocultista Alfred Rosenberg, líder do partido nacional socialista (nazi) enquanto AH esteve preso, entre 1922 e 1924.

Rosenberg também era dos que acreditavam na hipótese de ter a raça ariana suas origens nas terras perdidas da Atlântida, fonte de todo o conhecimento verdadeiro e oculto.

Ele insistia em que esse continente mítico fora destruído pelos deuses, em condenação às terríveis experiencias genéticas ali levadas a cabo, misturando-se homens e seres inferiores para a formação de uma raça hibrida, meio-homem meio-animal, destinados a actuarem como escravos.

Teoria, aliás, como há de convir o atento leitor, bastante assemelhada à dos homens-sáurios, o peixe que lhe vendi embrulhado, anteriormente, da forma exacta como o comprei nas prateleiras de algumas das mais prestigiosas livrarias e bibliotecas de Londres e New York.

Por essa versão fantástica, acalentada pelos nazis, quando a Atlântida foi ameaçada de “destruição cósmica”, os seus sacerdotes teriam sido avisados com antecedência e alguns migraram para a Ásia Central, ali se estabelecendo como guias e líderes dos autóctones, formando a Fraternidade Babilónica.

Rosenberg insistia em que o sistema hindu de castas seria uma pálida imitação das subdivisões impostas pelos atlântidas aos seus submissos, considerados seres inferiores. Ele também acreditava que outros sacerdotes haviam estabelecido colónias no Médio Oriente, inclusive na Pérsia (actual Irão, Ásia), onde teriam fundado a religião de Zoroastro, com a sua filosofia dualística, consubstanciada na eterna luta entre a luz e a escuridão.

Essa antiga crença religiosa persa (esposada pelo líder nazi em pleno século XX), as doutrinas de Pitágoras e o culto mitríaco teriam dado origem à famosa heresia maniqueísta, promovida na Europa Central pelos cátaros e seu ramo albigense contra o catolicismo, até o seu extermínio pela Igreja romana.

Em meados do século XII, na região do Midi (Languedoc), sul da França. Surgira um modelo de civilização um tanto distinta dos padrões de administração católica no medievo, uma vez que ali a igreja católica, em acentuado declínio, já não reinava suprema.

Desenvolveu-se sob a tolerância de uma nobreza letrada e sofisticada, muitas vezes educada por preceptores cátaros e liderada pelo conde Raimundo IV, de Toulouse.

Essa nobreza do Langueloc vinha se destacando pelo incentivo que oferecia aos bolsões de prosperidade criados pelo judaísmo, incrustado em seu território, e lhes permitia o aumento da actividade económica, riqueza e liberdade de criação, de forma antes inigualada em qualquer outra parte da Europa cristã.

Nesse ambiente, dava também protecção aos cátaros, praticantes desde meados do século XI de uma forma peculiar de cristianismo cujos sacerdotes, conhecidos como Perfeti (corrupção da expressão latina Hereticus Perfectus), afirmavam ser os legítimos sucessores das tradições religiosas dos essénios.

E os essénios, como se crê, pertenceram a uma das seitas judaicas do II século a.C. ao primeiro século d.C., um grupo fechado, coeso, de vida ascética e à qual Jesus Cristo teria pertencido, ali adquirindo e desenvolvendo os seus conhecimentos religiosos e filosóficos.

Por tais motivos, os cátaros consideravam-se o único grupo religioso verdadeiramente fiel aos reais ensinamentos de Jesus. Estes conhecimentos exclusivos, na sua versão particular da História, teriam sido passados directamente pelo Cristo ao discípulo São João Evangelista e, por este, então, aos da seita cátara.

Além disso, por viverem no seio da região de onde se irradiavam a doutrina teosófica e o ocultismo, influenciaram-nos ou foram por eles influenciados. Professavam o maniqueísmo; a comunhão de bens, base filosófica futura do comunismo; pregavam o combate à “tirania da igreja romana”, às bases doutrinárias da cristandade e o anticlericalismo.

Por tudo isso, eram considerados heréticos e foram duramente combatidos pela igreja católica. Eles foram os precursores ideológicos dos libertinos do século XVII e da seita dos iluminados do século XVIII, liderada por Adam Weishaupt.

Por se haver diversificado em numerosas seitas, o gnosticismo tornou-se numa espécie de eclectismo filosófico-religioso, passando à tentativa de conciliar todas as religiões e a explicar-lhes o sentido mais profundo.

Pretendia que os seus adeptos, ao alcançarem determinados níveis de iniciação nos segredos da ordem, através de intenso culto espiritual, tivessem acesso a uma sabedoria transcendental, isto é, ao “conhecimento esotérico e perfeito da divindade”, ou Gnose.

Em sua operacionalização prática (aquela não filosófica ou religiosa), o gnosticismo tratava, na verdade, da preservação do conhecimento secreto, passando-o de geração a geração pela transmissão de tradições doutrinárias e ritos de iniciação.

Com essa característica, percebe-se porque teria sido um dos instrumentos ideais para a conservação, a propagação e o uso, ao longo dos tempos, dos conhecimentos, crenças e do poder temporal gerado ou acumulado no estrito seio das sociedades secretas.

Uma ramificação desse grupo gnóstico, surgida posteriormente na localidade francesa de Albi, ficou tristemente célebre na História como a “Heresia Albigense”.

Essa heresia foi exterminada no século XIII, por férrea determinação da Igreja, que enviou uma cruzada ao seu encontro. Os sacerdotes cátaros, por sua vez, acreditavam na reencarnação e na transmigração das almas humanas para os animais. Por isso, a ingestão de carne lhes era proibida, baseando-se a sua alimentação proteica apenas no consumo de peixe.

Como qualquer envolvimento carnal parecia-lhes retardar a liberação e o aperfeiçoamento das almas, também se impunham total abstinência sexual. Os demais fieis, entretanto, estavam liberados para o casamento e tinham liberdade para escolher a sua alimentação.

Uma das doutrinas que os cátaros possuíam em comum com os cavaleiros Templários derivava de um suposto e terrível segredo que detinham, passado de geração em geração pelas famílias gnósticas, já nosso conhecido: O de que Maria Madelena, ou Maria de Betânia seria, na verdade, a esposa de Jesus Cristo e com ele houvera dado à luz um casal de filhos (outra corrente menciona apenas uma filha)!

Essa revelação vinha associada a uma outra, de mesma intensidade: a de que essa suposta linhagem de Cristo, associada a 23 outras iniciadas há séculos por sumos-sacerdotes do Templo de Jerusalém, teria gerado uma única dinastia composta pela união de 24 famílias de sangue real, judaico-cristão, conhecida como Rex Deus.

Instaladas no Sul da França, sob a protecção cátara e de seus aliados, desde a fuga de Jerusalém, dali teriam se mesclado e assumido o total controlo do sangue Mercenário, passando a governar os reinos católicos da Europa e do Oriente!!!

E a família Merovíngia, conforme percebeu o leitor de boa memória, seria uma das treze iluminadas que hoje governariam o Planeta!

Já a curta carreira do místico Alfred Rosenberg como líder nazi marcou, entretanto, o início do namoro oficial do regime com as crenças neo-pagãs.

Além dos planos secretos para dar fim às religiões monoteísta e eliminar os devotos, dos quais fora um dos ideólogos, ele não acreditava ser o cristianismo capaz de prover a força espiritual indispensável a que o Terceiro Reich prosperasse implacavelmente, uma vez que os seus dogmas se opunham às antigas crenças pagãs dos antepassados germânicos, às quais associava a inquebrantável força moral e anímica da raça.

Quando os nazis alcançaram, finalmente, o poder, Rosenberg chegou a afirmar que a Bíblia e os crucifixos seriam removidos, para sempre, dos altares das igrejas e substituídos pela cruz suástica, como se sabe, originalmente um emblema brâmane-budista representando a felicidade e a salvação, antes de, adoptada pelos nazis, ter a sua expressão definitivamente deturpada.

E que em cada altar seria colocado um exemplar do agora proscrito livro de Adolf Hitler, Mein Kampf (Minha Luta) e uma espada, ambos simbolizando a indomável vontade do povo alemão.

As origens das cruzes gamadas, entretanto, seriam ainda mais remotas, referidas que foram à cultura fenícia, simbolizando o Sol, da mesma forma que a cruz vermelha em campo branco, um antigo emblema dos Templários, dos seus sucessores da Ordem de Cristo e símbolo constante das bandeiras ostentadas tanto pela Inglaterra quanto pela Cia. das Índias (britânicas) e, em face disso, também modelo para a primeira bandeira dos Estados Unidos!

A cruz suástica, esculpida numa pedra dedicada ao deus-sol fenício Bel, foi encontrada em Craig-Narget, na Escocia, e era usada para decorar os mantos dos seus sumos sacerdotes.

Quando Hitler foi liberado da prisão rejeitou, em princípio, as ideias religiosas revolucionárias de Rosenberg. Ele percebera que colocar o cristianismo na ilegalidade, como pretendia o partido, seria um verdadeiro suicídio político, pois contrataria a crença de milhões de cidadãos. Foi mais fácil, portanto, passa-los nas armas, em silêncio, nos campos de concentração, misturados aos judeus!

Segundo alguns destacados pesquisadores, autores e jornalistas, a missão final de Hitler, movido pelos cordéis das entidades ocultas, era mesmo destruir o Cristianismo e o Judaísmo em favor da antiga religião pagã e, por isso, sua trajectória politica sempre teve como pano de fundo e objectivo final uma luta dos princípios heréticos e gnósticos da sociedade Tule contra as tradições religiosas e culturais judaico-cristãs.

Forças Armadas e o próprio clero católico se encontravam divididos em vários países europeus. Haviam sucumbido às desconfianças entre duas correntes politica internas desses estados: as associadas, ou não, a sociedades secretas, facções que lhes minavam as bases e seccionavam as sociedades.

O rescaldo do caso Dreyfus na França, por exemplo, deu margem a que se descobrisse, que o “… Ministério da Guerra mantinha uma lista de oficiais divididos em duas categorias: “Corinto” e “Cartago”, com base nas informações fornecidas pelo seu secretário ao Grande Oriente, a mais influente das organizações maçónicas francesas. Os “corintos” eram maçons e ateus de boa reputação; os “cartagineses” eram os oficiais cujos filhos frequentavam escolas religiosas e as esposas iam à missa e que, por conseguinte, não deveriam receber qualquer promoção.

O caso… Persuadiu os triunfalistas mais ferrenhos no Vaticano da existência de uma gigantesca conspiração internacional para destruir a Igreja Católica Romana… Acreditavam que a parte mais importante da conspiração encontrava-se dentro da Igreja, disfarçada de catolicismo progressista ou liberal, mas de facto ligada à maçonaria e ao ateísmo.”

Não obstante, depois que Hitler alcançou o poder, o cataclismo alemão havia deixado de lado a sua “… Atitude “negativa” e assumiu uma postura de apoio activo (ao líder nazi). Esta foi reforçada pelos bispos já em 28 de Março de 1933, em uma firme indicação de Roma (a conselho de Pacelli, o futuro papa) de que não haveria apoio do Vaticano para uma política de oposição. Em meados do ano, Roma assinou uma concordata com Hitler, a qual, com efeito, desarmou unilateralmente o catolicismo germânico como força política e social, indicando à soldadesca de padres e leigos católicos que deveria anuir plenamente com o novo regime. A Igreja aceitou que somente sociedades e clubes católicos, assumidamente apolíticos, teriam direito de existir na Alemanha hitlerista; os demais – sindicatos, partidos políticos, grupos de discussão, grupos de pressão de qualquer tipo – foram desmanteladas de imediato. A rendição foi inacreditável; um século de actividade social católica germânica dissipou-se sem luta, e todos os princípios defendidos com paixão durante a “Kulturkampf” foram abandonados com docilidade… Pacelli justificou o seu conselho de que Roma assinasse a concordata a todo custo, dizendo que “… Uma espada pendia sobre a minha cabeça…”, por isso tive de escolher … Entre um acordo nos termos deles e virtual erradicação da Igreja Católica na Alemanha”.

Não obstante, em se tratando da análise de estranhas e importantes acções de bastidores entre membros conjuntos de religiões monoteístas, de antigas e místicas sociedades secretas pagãs e os nazis, é preciso não esquecer que Eugenio Pacelli, desde que assumira o papado, em Outubro de 1939, sob a denominação de Papa Pio XII, nunca havia deixado, no fundo, de ser um predestinado membro da elite iluminada, que sempre conhecera exactamente os passos que devia encetar em sua trajectória, como “… Aristocrata triunfalista nascido na “Nobreza Negra” de Roma e destinado, quase desde o nascimento, a ocupar o trono de São Pedro.”

Hitler detestava os cristãos, “… Muito menos aqueles prontos a rastejar aos seus pés”. Na década de 20, havia comentado com Ludendorf que “… Precisava dissimular o seu ódio pelo catolicismo, por necessitar dos votos católicos da Bavária tanto quanto dos protestantes prussianos. O resto pode(ria) vir depois”.

Assim que ascendeu ao poder, disse a Hermann Rauschnig que pretendia eliminar o cristianismo na Alemanha, “… Pela raiz e pelos galhos. Ou se é cristão ou alemão. Não é possível ser ambos”.

A seu ver, “… Era preciso deixar o cristianismo apodrecer como um membro que gangrena”.

Exactamente por isso, costumava perguntar aos que o cercavam: “… – Você acredta, de facto, que as massas voltarão, algum dia, a ser cristãs? Besteira. Nunca mais. Essa história está encerrada (…) mas nós podemos acelerar o processo. Faremos os clérigos cavarem os seus próprios túmulos. Vão trair o seu Deus por nós. Vão trair qualquer coisa para salvar os seus empreguinhos e salários miseráveis”.

Em 1941, em plena guerra, cheio de ódio, ele vociferava: “… Pobre cristianismo, o cristianismo das catacumbas, preocupado em traduzir a doutrina cristã em realidade. Ele leva apenas à aniquilação da humanidade. Não passa do mais rematado bolchevismo, sob um ouropel de metafisica. Ou seja, o próprio Hitler, a quem Pio XII via como o bastião indispensável contra a Rússia, identificava o cristianismo com o comunismo”.

No fim das contas, ele já se havia mesmo decidido a “… Exterminar os cristãos. Todavia, primeiro queria cuidar dos judeus. Quanto a isso, ele acreditava, acertadamente, que conseguiria o apoio dos cristãos alemães, ou ao menos a sua aquiescência. “Quanto aos judeus”, disse ao bispo Berning, de Osnabruch, em Abril de 1933: – Só estou executando a mesma politica que a Igreja Católica vem adoptando há mil e quinhentos anos”.

O estranhável, em tudo isso, mesmo depois de Himmler haver afirmado que “… Não descansaremos enquanto não tivermos extinguido o cristianismo”, não foi, apenas, o discreto empenho da igreja católica em defender o extermínio dos judeus, porém, a ainda mais pálida reacção, virtualmente nula, ao assassinato maciço de sete milhões de católicos e cristãos protestantes…

O que o pontificado católico havia sido, aparentemente, incapaz de perceber é que “… Os nazis eram inimigos, muito piores do cristianismo do que até mesmo os comunistas”… “E os planos de Hitler para o cristianismo eram, inequivocamente, muito mais draconianos do que qualquer coisa jamais imaginada pelos russos bolcheviques”.

Em 13 de Dezembro de 1941, ele afirmara ao seu círculo mais fechado que “… Um dia a guerra vai acabar. Então, vou assumir como tarefa final da minha vida a solução do problema religioso.” Os planos políticos e satânicos de AH não envolviam, portanto, apenas a mera separação entre a igreja e estado, aventada no inicio da sua vertiginosa carreira, mas “… A progressiva e sistemática destruição da religião”.

“… Quando a guerra já estava visivelmente perdida e a Alemanha era invadida em todo o front, a catástrofe brotando, os lugares-tenentes de Hitler rodearam-no para saber o que o führer pretendia fazer. Hitler surpreendeu-os ao afirmar que, a despeito de qualquer resultado que lhes fosse reservado, a guerra maior já tinha sido vencida!

Cem anos após a sua morte, ele predisse, o cristianismo não mais existiria como uma força prevalente no mundo. E isso, para ele, era a “Vitória”!

Entretanto, para destruir o cristianismo, Hitler sempre argumentara ser imprescindível, primeiro, destruir o maior “agente” daquela “Nação de Padres” (como Nietzsche, tão rancorosamente, havia denominado a legião cristã): o “bacilo judaico”

A própria concepção hitlerista de poder foi, sempre, essencialmente gnóstica e, por isso mesmo, a época do apogeu do partido Nazi é considerada como o marco supremo da chegada do “Movimento Herético Gnóstico” ao poder.

Estaria Pio XII, o papa da nobreza, o papa da Nobreza Negra Iluminada, portanto a par desses aspectos ocultos do pensamento ideológico nazi e dos seus planos mais terríveis?

“… Em geral ele estava bem informado do que acontecia. Por fim, Pio XII fez um discurso para o Colégio dos Cardeais. O nazismo, afirmou, era um “espectro satânico, (…) a apostata arrogante de Jesus Cristo, a negação da sua doutrina e da sua obra de redenção, o culto da violência, a idolatria da raça e do sangue, a ruína da liberdade e dignidade humanas”.

Mas, àquela altura, era Junho de 1945, os alemães já tinham se rendido e havia a segurança de que Hitler estava morto”.

Quando AH arrebatara o poder, em 1933, os ocultistas do regime tentaram, por diversas vezes, reviver as práticas pagãs, usando-as como pano de fundo para os ideais políticos do nazismo.

O führer, nessa ocasião, teria finalmente mostrado simpatias pela iniciativa do partido, porém de um modo quase simbólico, sublimado, porquanto continuava crendo ser impossível obter o apoio franco e explicito dos cidadãos para o expurgo do cristianismo.

Por isso, enquanto evidenciava desprezo público pela maçonaria, ao considera-la uma criação judaica, ele usou princípios maçónicos na organização interna do partido.

“Eles (os maçons) desenvolveram uma doutrina esotérica; não a formularam, mas deram a ela divulgação através de certos símbolos e de ritos misteriosos… Nosso partido deve pertencer a essa mesma ordem. A ordem, a Fraternidade dos Templarios em busca do Santo Graal da pureza de sangue”.

A execução da ideia de se criar essa Nova Ordem Templária caberia a Heinrich Himmler, com a formação de uma unidade de elite, a Schutzstaffel ou SS, que operou inicialmente como guarda pessoal do führer, mas que se destinaria a sustentar mundo afora, com requintes de crueldade, a ideologia nazi.

Segundo a sua concepção, essa tropa místico-militar deveria, em primeiríssimo lugar, assim como os seus principais inspiradores Templários, ser temida, não necessariamente respeitada, pela população de uma Europa ocupada, mantendo-a submissa aos novos super-homens e à sua ideologia de base esotérica.

Himmler, da mesma forma que os demais líderes nazis, era um discípulo aplicado do ocultismo, a força inspiradora das políticas racistas do Terceiro Reich.

Ele acreditava, sinceramente, que a SS seria o veículo adequado para a propagação de programas científicos destinados a restabelecer a pureza racial alemã e a recriar a raça-mestra do super-homem germânico.

Ao transformar a SS numa sociedade secreta mística, com regras próprias e específicas, dentro da máquina militar germânica, Himmler repetiu importantes precedentes históricos, que vão desde as organizações jesuitica e maçónica, dos cavaleiros Templários e Teutónicos, à Ordem da Jarreteira (Order of the Garter) e à Fraternidade das Távolas Redondas (Fellowship of the Round Table).

O quartel-general da SS foi instalado na Fortaleza de Wewelsburg, edificada com base no que se imaginou ter sido o castelo do legendários rei Arthur, dos seus cavaleiros da Távola Redonda e das míticas lendas do Cálice Sagrado.

Nessa praça forte, os oficiais da SS eram iniciados nos ritos pagãos e agraciados com um anel exclusivo, no qual vinham gravadas imagens de um crânio descarnado (o mesmíssimo símbolo da “Skull&Bones”, dos Bush e dos caixões papais, significando o “renascer para uma nova vida”), de runas e uma cruz suástica.

Himmler, por motivos ainda não totalmente revelados, mostrava-se plenamente convencido de que o Serviço Secreto inglês estava infiltrado por membros dos Rosacruzes. Para ele, o facto dos agentes do MI5 terem sido treinados por especialistas em ocultismo e técnicas psicológicas seria a razão mais plausível para o sucesso inglês na I Guerra Mundial.

Por isso, o partido resolvera criar um grupo de investigações especiais, integrado por oficiais da SS sob comando do próprio Himmler, destinado a estudar a história sob pontos de vista convenientes aos interesses nazis, dando especial ênfase ao papel das sociedades secretas na Europa Medieval.

Esse estudo examinaria, com grande atenção e destaque, o desempenho dos cavaleiros Templários, dos cátaros (e seu ramo albigense) e os símbolos ocultistas em geral.

Com as conclusões desses estudos místicos, cresceu muito a influência de Himmler e das suas tropas SS, advindo desse enorme prestígio a decisão do regime de “eliminar” os diversos “grupos sub-humanos de raças inferiores” em toda a Europa ocupada.

 

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