Excertos do capitulo XXIV do livro “O Poder Secreto!” de Armindo Abreu (págs 609-620)

Hitler, no início da sua ascensão, havia formulado ataques verbais ao sistema financeiro, porém restringindo-os, apenas, aos banqueiros internacionais, mormenente aos Rothschild. Nos discursos que fazia, no começo da década de 1920, ele exaltava os financistas e industriais germânicos produtores de riquezas, como Alfred Krupp, enquanto condenava “… A ganância de um Rothschild, que financiava guerras e revoluções e depois condenava os povos, através de empréstimos, à servidão dos juros”.

A despeito da absoluta clareza desse discurso, por incrível que possa parecer hoje, Hitler não apenas continuava recebendo apoios e dinheiro dos banqueiros atacados, como também aceitava contratar e embolsar, de bom grado, os empréstimos que, na sua própria visão, levariam o povo alemão à mesmíssima… “servidão dos juros!”

E apesar dos ataques virulentos, o poder emergente dos nazis continuava a encontrar amplo apoio na Grã-Bretanha, inclusive no Banco da Inglaterra, como se sabe, inteiramente dominado pelo grupo Rothschild.

Segundo o depoimento de John Toland, “… Num dia de Ano Novo, em 1924, o destino financeiro da Alemanha foi traçado em Londres, numa reunião entre Hjalmar Schacht, o novo “comissário do Reich para a moeda nacional” e Montagu Norman, governador do Banco de Inglaterra. Schact, que já havia abolido as emissões emergenciais de moeda, iniciou a reunião com uma franca exposição a respeito da situação financeira desesperadora da Alemanha”.

Ele, então, propôs a abertura de um novo banco de crédito, subordinado ao Reichsbank, mas que emitisse cédulas de libras esterlinas ao invés da moeda alemã, entregando assim, financeiramente, a Alemanha nos braços do Banco de Inglaterra!

Schact, ao pedir a Norman que subscrevesse metade do capital desse novo banco, comentou: “… Quantas perspectivas uma medida desse porte poderia trazer para a cooperação económica entre a Alemanha e o Império Mundial Britânico….”

“… Quarenta e oito horas depois, Norman não apenas havia aprovado o empréstimo, à excepcional taxa de juros de cinco por cento ao ano, como conseguira que um grupo de banqueiros londrinos aceitasse títulos alemães em valor muito superior ao do empréstimo pactuado.”

E o apoio incondicional a Hitler continuava a crescer na Grã-Bretanha.

Howard S. Katz relata que “… Na primavera de 1934, um selecto grupo de financistas da City londrina reuniu-se à volta de Montagu Norman… (então governador) do Banco de Inglaterra… Hitler havia desapontado seus críticos. O seu regime estava longe de ser um pesadelo temporário (para os negócios), mas um sistema de futuro promissor e, por isso, Norman aconselhava aos dirigentes que passassem a incluir Hitler nos seus planos. Como não houvesse qualquer oposição a esse projecto, ficou decidido que o Führer receberia amplo financiamento do mercado londrino, até que Norman tivesse êxito nas manobras para dissuadir o governo britânico a abandonar a sua política em prol da França, passando a adoptar uma orientação mais favorável à Alemanha”.

Uma considerável ajuda financeira ao regime nazi foi, então, oferecida por Sir Henry Deterding, o poderoso chefão da companhia petrolífera Royal Dutch Shell Oil, que vivia em Londres. E a razão desse apoio estava em que AH, no seu infame livro Mein Kampf (Minha Luta), havia prometido subjugar a Rússia comunista, facto que, se viesse mesmo a ocorrer, poderia resultar na restituição dos activos de Deterding nos campos petrolíferos russos de Baku, Grosny e Maikop, expropriados pelo regime comunista!

Mas, por que razão tantos poderosos homens de negócios, todos ligados ao grande Império Rothschild, muitos dos quais também se apresentavam como judeus, exactamente como se declarava aquela importante família, apoiavam o anti judeu escancarado Adolf Hitler?

“… Parte da contundente resposta pode assentar na estarrecedora afirmativa de que Hitler era, ele próprio, um Rothschild!”

O doutor Walter Langer, psicólogo que, ao tempo de guerra, compusera um perfil de Hitler para o OSS (Office of Secret Service), escritório americano de inteligência estratégica, precursor da CIA, havia relatado, com base num antigo dossiê secreto da polícia austríaca, que o pai de Hitler fora, comprovadamente, o filho ilegítimo de uma cozinheira do interior, de nome Maria Anna Schiklgruber.

E que, na época em que essa criança começou a ser concebida, ela estava “… Empregada como doméstica na mansão do Barão Rothschild”, em Viena.

Ao se constatar grávida, em 1837, ela deixou Viena, não se sabe se espontaneamente ou por algum tipo de incentivo, e voltou para casa, dando à luz ao pai biológico de Hitler, baptizado Alois. Cinco anos mais tarde, ela teria desposado um trabalhador rural itinerante (um moleiro, mais especificamente), de nome Johan Georg Hiedler.

Muito embora Alois tenha carregado apenas o nome de sua mãe, Schiklgruber, até os quarenta anos de idade, o seu tio Johan Nepomuck Hiedler, irmão do seu pai, se ofereceu para legitimá-lo. Devido à letra quase ilegível do pároco que fez o assentamento do novo registo, “… O nome Hiedler acabou virando Hitler, não se sabe se inteiramente ao acaso ou como fruto de manobra para confundir as autoridades”.

Alguns autores defendem a tese de que, para Hitler, foi importantíssimo anexar a Áustria de molde a que certos arquivos do registo civil austríaco, ligando-o aos Rothschild, pudessem ser destruídos.

Para os que vierem a questionar a possibilidade de um Rothschild ter-se, alguma vez, dado a diversões e intimidades com criadas, não custa lembrar que Ferguson, biógrafo da família, registou que o Rothschild de Viena “… Desenvolvera um entusiasmo incontido por meninas muito jovens”.

Felipe Rothschild, um descendente de Nathan, publicou as suas memórias em 1984 revelando detalhes da sua “escandalosa vida afectiva”. E assim se descreveu nelas: “… Eu era um tremendo sucesso… pulando de cama em cama como um cabrito-montês. E eu sempre tive a certeza de que o meu pai havia ganhado as suas primeiras esporas cavalgando as camareiras da minha avó.”

“… É possível que Hitler tenha descoberto a sua ancestralidade judaica e o seu parentesco com os Rothschild, a sua enorme capacidade de fazer ou de desfazer governos na Europa, e tenha estabelecido laços secretos com a família”, contra o escritor Epperson, “… Isso explicaria, em parte, o enorme apoio que ele recebeu da fraternidade internacional dos banqueiros, entrelaçada com a família Rothschild, à medida que ascendia no poder”.

“… Com ou sem a influencia dos Rothschild, não restam duvidas de que Hitler tenha ascendido ao poder com base em maciço apoio da maioria dos bancos alemães: da firma bancária Schroeder, de Colónia, do Deutsche Bank; do Deutsche Kredit Gesellschaft e da colossal companhia de seguros Allianz”!

“… Um executivo do Deutsche Bank esboçou o desenho de alguns desses empréstimos bancários dos tempos da guerra: 150 milhões de marcos para a indústria aeronáutica; 2,2 milhões para a Bavarian Motor Works (BMW); 10 milhões para a Daimler-Benz (Mercedes), somente em 1934. E quantias semelhantes tornaram a ser emprestadas, outra vez, em 1944”.

Além do apoio da comunidade financeira, uma das fontes mais importantes do poderio económico de que dispôs Hitler, em sua meteórica ascensão, proveio de um cartel de produtos químicos conhecido por I.G Farben (Intersein Gemeinschft Farben), conglomerado resultante do chamado “Plano Dawes”, um projecto destinado a fortalecer a industrialização da Alemanha hitlerista, inteiramente financiado por Wall Street, e definido por Carroll Quigley como “… Uma produção maioritariamente criada por J.P Morgan”.

Os Morgan produziram o financiamento para a I.G Farben que, por sua vez, criou Hitler. “… Sem o capital suprido por Wall Street, não teria havido, em primeiro lugar, a I.G Farben e, quase certamente, depois disso, nem Adolf Hitler nem a II Guerra Mundial.”

Mas, foram tão diversos os apoios concedidos à Alemanha, tanto no período imediatamente pré-hitlerista quanto ao tempo do ditador, pavimentando o seu caminho para o desvario, que William Dodd, embaixador americano antes do início da II Guerra, assim relatou ao presidente Roosevelt:

“… No presente, mais de cem corporações com empresas locais. Os Du Pont possuem sócios na Alemanha que estão cooperando com a indústria de armamentos. Seu principal aliado é a Companhia I.G Farben… A Standard Oil Company… Enviou $2.000.000 para cá em Dezembro de 1933 e tem remetido uma ajuda de $500.000 anuais para desenvolvimento de um programa tecnológico de energia alternativa… A General Motors (controlada pelo grupo J.P Morgan) e a Ford estão fazendo um enorme quantidade de negócios aqui mas não estão remetendo os lucros…”

Isso, é claro, porque a Alemanha precisava, desesperadamente, que esse capital fosse reinvestido, de forma a apressar a sua recuperação económica e reerguer a capacidade bélica para um novo e possível esforço de guerra…

A Companhia holding da Farben era sediada nos Estados Unidos e levava o nome de American I.G Farben. Os irmãos Paul e Max Warburg (como sabemos, associados aos Rothschild, sende, este último, ex-chefe do serviço secreto alemão durante a I Grande Guerra), bem como o seu pupilo Herman Metz, eram membros do Conselho Director da American I.G. Farben. Outros directores da companhia foram banqueiros internacionais ou representantes directos dos Rockefeller.

Um dos maiores accionistas da American Farben foi Joseph Kennedy, pai do ex-presidente americano e líder católico de uma das treze famílias dos illuminati que, interligadas, governariam o planeta!

Como a Alemanha possuía uma séria fragilidade no campo energético, a escassez de combustíveis, o que certamente teria prejudicado ou impedido a sua participação numa II Guerra Mundial, os illuminati resolveram o problema. Financiaram a pesquisa e a posterior adopção de um processo que obtinha uma espécie de gasolina a partir de carvão, desenvolvido pela I.G Farben.

Para garantir o sucesso integral nessa pesquisa, a Farben e os seus protectores obtiveram o apoio técnico e financeiro da Standard Oil, dos Rockefeller, com o qual a Alemanha dominou finalmente o processo e pode se lançar na guerra. E a Standard Oil também forneceu à Farben as patentes do seu processo de fabricação de borracha sintética, crucial para o esforço de guerra.

Henry Ford, o poderoso industrial americano cristão, pioneiro da indústria automobilística, fundiu os seus activos na Alemanha, em 1928, com os da I.G Farben. O novo formato do cartel veio, depois disso, a produzir o gás letal Zyklon B. usado nos campos de concentração para o extermínio em massa dos judeus e cristãos.

A partir de 1931, a Farben começou a receber, também, vastas informações sobre tecnologia química e de produção de alumínio, fornecidas, respectivamente, pela Dow Chemical e pela Alcoa. Daí em diante, ela passou a produzir os gases sarin e soman, paralisantes nervosos, compostos fluorados.

Mesmo depois de encerrada a II Guerra, a companhia firmou acordos com a Nestlé, a Bayer e a Procter & Gamble e, segundo Alex Constantino, associou-se à Monsanto para a produção de agentes bioquímicos destinados a operações de guerra.

Portanto, a partir de 1925, o cartel Farben fora estabelecido, na Alemanha, pela associação das sucursais de algumas empresas ocidentais dos ramos químico, petroquímico, petrolífero e automobilístico com empresas locais, também controladas ou fortalecidas por capitais transferidos pelos grandes empresários americanos.

Encerrado definitivamente o conflito e pensadas as feridas da guerra, durante o período de reorganização da Europa, autoridades ocidentais e governantes da Alemanha Ocidental, desfazendo laços incómodos com o passado um tanto nebuloso, aquiesceram, muito convenientemente, em dividir os activos remanescentes da Farben em empresas industriais de razões sociais e controlos accionários distintos, hoje em dia conhecidas por: Bayer AG; Hoechst Aktiengesellschaft, BASF Aktiengesellschaft (as duas primeiras foram reorganizadas em 1951; a BASF in 1952); o Grupo Agfa-Gevaert (a Agfa fundiu os seus activos com a Gevaert, uma empresa belga, em 1964), e a Cassella AG (esta, desde 1970, uma subsidiaria da Hoechst).

Como, sabemos, Hitler vinha sendo considerado uma excelente e promissora alternativa, a melhor de todas as apostas para exterminar o comunismo, e por isso recebera, também, um maciço apoio interno dos maiores industriais e financistas alemães como os Krupp, Thyssen (estes, associados a Prescott Bush, avô do actual presidente dos EEUUU) Bosch, Siemens, Schroeder e outros.

Com tamanhos e tais antecedentes, os mentores iluminados desse novo cartel também se haviam envolvido em experiencias de pesquisas de eugenia e de tortura, estimulando-os e usando como cobaias a grande massa de internos dos campos de concentração!

Esses ensaios “científicos” terminariam por evoluir em direcções mais sofisticadas, levando aos métodos de lavagem cerebral por persuasão e aplicação de drogas alucinogénias, hoje conhecidos como programas de “Mind Control” (controlos psicológicos), desenvolvidos através de experiencias designadas como “Ante-Ultra”, “MK-Ultra”, “Monarch” e seu mais moderno descendente, o “HAARP”, todos com o apoio da CIA. (as iniciais MK significam, em alemão, justamente, a expressão mind control).

A partir da I Guerra Mundial, teria havido uma importante mudança de concepção nos planos de dominação das nações ou de grandes maiorias populares pelas minorias oligárquicas: O chamado conceito de “ocupação territorial” começou a ceder espaço para o de “controlo mental ou psicológico”.

Tinha ficado bastante claro, durante o primeiro grande conflito, que as pessoas estariam sempre dispostas a resistir à ocupação do seu território; porém, resultados ainda melhores poderiam ser obtidos se o sistema e as suas teses conseguissem, de algum modo, depois de vencidas as resistências físicas pela força militar, penetrar e serem aceitas pelas mentes dos povos subjugados, ali permanecendo arraigados, sempre que possível, sem os ónus e desgastes da presença física opressora.

Essa forma de ocupação psicológica seria, por sua vez, de dificílima oposição, ao minar ou eliminar as defesas e barreiras mentais dos submissos, permitindo, após a quebra das suas resistências naturais, o tranquilo exercício de uma irreversível dominação psíquica.

Tal ponto de ruptura mental seria, então, explorado pelos centros do poder controlador através da exposição repetitiva e da valorização das teses e princípios que melhor lhe conviessem, trazendo-lhes os maiores proveitos possíveis.

E isso começou a ser feito, justamente, não mais para que os subjugados aceitassem, à força, presenças alienígenas em seu território, mas para que concordassem, pacificamente, com o que passaria a lhes ser imposto pela persuasão cordial, através da sujeição a técnicas de quebra dos antigos padrões de raciocínio, da introdução e da repetição insistente e selectiva de conceitos supostamente havidos como “modernos e promissores”.

Entre eles, destaque especial para teses apresentadas como inovadoras, infalíveis, que, longe de mostrar a antiga arrogância e a opressão ostensiva da ocupação colonialista, aparentassem, justamente, servir aos interesses imediatos das pessoas.

Assim, de forma altamente dissimulada, estariam abertas as portas para a implantação de opções económicas consagradoras da dependência externa e do perpétuo colonialismo financeiro!

“… Enquanto o pau continua comendo na Palestina … e no restante do Médio Oriente, no ocidente, engraxadas por bastante vaselina mental, as pessoas começam a aprender … a amar o “mercado e o superavit fiscal”; a aceitar a possibilidade de uma “reforma trabalhista” para o mercado “gerar mais empregos”; a se preocupar com o “risco – Brasil” e com as oscilações da “Bolsa de Valores”; a repudiar os “governos gastadores” e as suas “despesas perdulárias”; a concordar que, efectivamente, exista um recém-inventado “deficit da previdência”; a entender os “juros altos” como único instrumento eficaz de “combate à inflação”, de “protecção aos salários” e ao “dinheiro do pobre”, enquanto aguardam, em vão, mas cheias de esperanças, pelas incríveis benesses prometidas pela aplicação desses novos e maravilhosos conceitos!

Em contrapartida, o ardil psicológico fica ainda mais claro, explicito, quando se percebe, no Brasil e em outras cidadelas tropicais, a inquietação extremada e a mobilização pública provocadas, nervos à flor da pele, em torno de uma eventual invasão militar seguida de ocupação da Amazônia, sempre aparentemente ameaçada pela cobiça alheia, inclusive em fictícios livros-textos do primeiro-mundo, porém jamais levada a efeito.

Trata-se, portanto de claro exemplo de manobra dispersiva, destinada a roubar atenções, a canalizar energias nacionalistas e a estimular espasmos de heroísmo enquanto, sub-repticiamente, pela imposição de políticas económico-financeiras propositalmente equivocadas, mas aceitas pacificamente, leva-se o país inteiro à bancarrota e, em plena submissão, à vontade estrangeira.

E isso vem, lamentavelmente, ocorrendo sob a intensa luminosidade dos dias tropicais, fora ou dentro do horário de verão, sem que o público patriota consiga enxergar o que se passa e motivar-se a sair da letargia.

Ou, nos casos de obtusidade extrema, nem sequer alcançam a correcta percepção da quebra irreversível da sua soberania, por se haverem habituado a senti-la em perigo, apenas e tão somente, quando vem associada a um “facto concreto e ameaçador”, como seria uma suposta, e ridícula como hipótese concreta, invasão militar da Amazônia!

Winston Churchill, certa feita (em 6 de Setembro de 1943), falando a uma plateia na Universidade de Harvard, afirmou que “…Controlar o que os homens pensam ofereceria recompensas muito maiores do que tomar as suas terras e províncias ou explorar seus recursos naturais. Os impérios do futuro (disse ele) seriam os impérios da mente.”

O humanista “mau-caracter”, Bertrand Russel, ideólogo do sistema e nosso velho conhecido, afirmou, serenamente, em “O impacto da ciência sobre a Sociedade (The Impacto of Science Upon Society)”: “… Quando as técnicas de controlos psicológicos estiverem aperfeiçoadas, todo governo que estiver no controlo da educação, por mais de uma geração, estará perfeitamente apto a controlar o povo sem qualquer necessidade de exércitos ou de policiais”.

“E é exactamente esse tipo de sujeição que a educação está proporcionando, hoje em dia, às nossas crianças”.

Por isso, o projecto de psicofarmacologia da CIA, o “MK-Ultra”, dirigido por Allen Dulles e Richard Helms, consolidou esforços para sintetizar uma droga que pudesse, não só, alterar o comportamento humano como criar um tipo de agente robotizado, sem qualquer vontade própria (uma espécie de Mandchurian Candidate, o personagem “teleguiado” da antiga fita cinematográfica de mesmo nome – o clássico de John Frankenheimer: “Sob o domínio do Mal” – estrelada por Frank Sinatra e Ângela Lansbury, agora refilmada tendo Denzel Washington como protagonista, coadjuvado por Meryl Streep).

E Helms, ao conceber o projecto, imaginava que a CIA pudesse vir a ter, no futuro, não só os meios de criar a humanidade passiva dos seus sonhos, bovinamente compreensiva e cordata, como manter um pequeno exército de seres idiotizados, aptos a cumprir quaisquer ordens à risca, comportando-se como verdadeiros assassinos, capazes de matar através de comandos à distância. Como alias, coincidentemente, já vem acontecendo com alguma frequência em várias partes do planeta, principalmente nos Estados Unidos, onde jovens de classe média alta, sem antecedentes criminais, de comportamento social pretérito impecável, têm se comportado como assassinos em massa, atirando com potentes armas de fogo contra colegas, professores ou simples desconhecidos, sem qualquer razão ou motivação aparente. Em comum, apenas o facto de terem cometido tais crimes, segundo testemunhas, como se estivessem em alguma espécie de transe ou em “estado de choque”. Algo a ver, por acaso, com o MK-Ultra?

O programa envolvia tanto as drogas psicadélicas quanto lavagens cerebrais, privação sensorial, hipnose, lobotomia e electrochoques. Ele prosseguiu, de 1965 até 1973, em perseguição à ideia de se chegar, finalmente, a formar os tais humanos telecomandáveis, sob o nome de MK-Search, baseado no trabalho de ex-cientistas nazis contratados pelo KGB, que teriam trabalhado na Ásia durante a guerra da Coreia!

Já o programa Ante-Ultra, predecessor do MK-Ultra, foi levado a efeito de 1947 a 1953 pela Marinha dos Estados Unidos, com a finalidade de extrair informações sem o uso de força física, apenas com o uso de drogas, como a mescalina.

Em 1945, em plena fase de rescaldo da guerra, uma acção de fuga para os Estados Unidos, conjugada a asilo e oferta de empregos, foi preparada em conjunto pelos sistemas anglo-americanos de inteligência, em favor de cientistas nazis que haviam dado inicio a esse tipo de pesquisas, trabalhando em projectos de interesse do cartel I.G Farben, durante o regime de Adolf Hitler, operação que, como vimos, recebera o curioso nome de Clipe de Papel (Paperclip).

Entre eles, incluíam-se o grande mestre iluminado, expert em demonologia e cabala, o doutor Josef Mengele, e a sua diabólica equipa de doutores, cientistas e pessoal militar.

Ele desapareceria, misteriosamente, do campo de Auschwitz, em Janeiro de 1945, e o público foi induzido a pensar que havia fugido para a América do Sul. Na verdade, Mengele teria viajado pelo mundo todo, disfarçado e patrocinado por seus mentores, chegando a trabalhar no Tavistock Institute, em Londres e nos Estados Unidos, onde era conhecido como Dr. Green ou Dr. Greenbaum.

“… Muitos dos rituais e métodos empregados nos projectos de controlos psicológicos haviam sido inspirados em conhecimentos das antigas escolas de mistérios. O almirante Stanfield Turner, director da CIA, admitiu publicamente, em 1977, que milhões de dólares haviam sido gastos em estudos de vodu, magia negra, bruxaria, mediunidade e, em audiência no Senado, em 3 de Agosto de 1977, ele admitiu, também, que a CIA costumava controlar um grande número de pessoas sem o seu consentimento ou, mesmo, sem o seu conhecimento. O Projecto MK-Ultra já envolveu, pelo menos, 185 cientistas, 80 instituições americanas, entre elas prisões, empresas farmacêuticas, hospitais e 44 escolas de medicina e universidades. Cerca de 700 medicamentos são usados pelos médicos ligados à Fraternidade Babilônica e a sua rede, em projectos de criação de “robôs humanos”. Esta é a razão pela qual tantas drogas foram encontradas num complexo de Jamestown, na Guiana, em 1978, quando membros de um suposto “culto” foram mortos às centenas. O “culto” do Templo do Povo fora criado pelo agente da CIA Jim Jones. E o grupo não era de religiosos, conforme divulgado pela média, mas de cobaias de uma experiencia de controlo psicológico. As drogas têm sido usadas, desde da antiguidade, para manipular mentes, controlar pessoas e induzi-las a estados alterados de consciência. Elas também podem suprimir vontades e induzir àquilo que chamamos de “possessão demoníaca”. O fundo para financiamento de pesquisas de drogas da rede da CIA e da Inteligência Britânica (em outras palavras, recursos públicos) tem permitido encontrar mais e mais caminhos efectivos para suprimir consciências e vontades. E isso inclui vacinas, aditivos alimentares e técnicas electromagnéticas. Um dos maiores centros envolvendo pesquisa de drogas para a CIA é uma Instalação Médica na Califórnia, em Vacaville, com trabalhos conduzidos sob responsabilidade do Dr. Arthur Nugent. Eles incluem o uso de drogas de controlo mental em militares no Hospital Naval de Bethesda, em Maryland (uma das unidades seleccionadas para atendimentos ambulatórias, ou emergenciais, ao presidente em exercício dos Estados Unidos. N.A)

A existência desses projectos, e das drogas que criam e empregam, começa a escancarar possibilidades aterrorizadoras, bastando imaginarmos a perspectiva de já estarem sendo usadas em malignos experimentos de horror planetário, através da instrumentalização politica de surpreendentes e, aparentemente inexplicáveis, actos monumentais de terrorismo:

“… Uma das primeiras conclusões divulgadas pela comissão criada pelo parlamento russo para investigar as falhas em torno do sequestro de mais de mil pessoas em uma escola de Besla, na Osseia do Norte, foi surpreendente: segundo os exames dos legistas, todos os 32 terroristas estavam drogados enquanto executavam a operação … que resultou na morte de 330 pessoas. O comando terrorista era formado por uzbeques, chechenos, ossetianos, ingushétios e até um homem de origem árabe. Pelo menos duas mulheres faziam parte. Só um dos atacantes foi preso com vida. Exames de necropsia nos corpos revelaram … que os atacantes haviam ingerido doses tão grandes não só de heroína, mas também de morfina, que normalmente os teriam deixado com todos os sintomas de uma overdose. Mas, o senador Alexander Tershin, que comanda a comissão de investigação, disse a uma rádio da capital que os legistas ainda estão fazendo exames em busca de outras substâncias químicas. Os parlamentares acreditam que uma terceira droga ainda mais potente, teria sido aplicada pelos sequestradores para ampliar a percepção sensorial e mantê-los permanentemente em estado de alerta absoluto.

Um dos atacantes, chamado pelos companheiros apenas como “o Turco”, impressionou reféns e policias por ter resistido a vários impactos directos quando atirava com uma metralhadora instalada no sótão da escola. Só foi abatido por um tiro de canhão. Torshin ficou particularmente impressionado com uma informação repassada pelos legistas. De acordo com os peritos, a maioria dos extremistas continuou combatendo ferozmente apesar de estarem mortalmente feridos. Sobre alguns deles os médicos disseram que, em condições normais, a dor provocada pelos ferimentos deixaria qualquer pessoa sem sentidos. – O chefe dos peritos disse que a principal droga que acharam era a heroína. Mas não estamos satisfeitos com a explicação porque sabemos pouco sobre os efeitos dela e das outras drogas. Alguma coisa muito nova foi usada lá – afirmou Torshin, acrescentando que tinha informações de reféns que viram as drogas sendo ingeridas. A comissão vai a Baslan para continuar as investigações. Segundo o senador, há outras informações importantes que não podem ser reveladas por serem “assustadoras”.

Já o chamado Projecto Monarch é uma das muitas variações do MK-Ultra, um programa que, apesar das veementes negativas oficiais, não só continua sendo conduzido, hoje em dia, sob outros nomes, como tem sido maciçamente expandido.

“… Ele tem como base uma técnica conhecida como “controlo psicológico baseado no trauma” (trauma-based mind control). A mente humana possui mecanismos de defesa que isolam, compartimentalizam as lembranças dos traumas extremos. É por isso que a maioria das pessoas não consegue se lembrar dos acidentes mais graves de tráfego. A sua mente cria uma barreira amnésica em torno do fato, de forma que elas não precisam ficar revivendo, a toda hora, essas horríveis lembranças. E isso tem sido percebido, desde tempos imemoriais, pelos da Fraternidade (Babilônica). Foi justamente nos campos de concentração da Alemanha nazi que os métodos de exploração desse fenómeno foram aperfeiçoados, em busca do controlo das mentes. Mengele e os nazis perceberam que se você poder traumatizar alguém, sistematicamente, através de tortura, violência sexual, ou mesmo, obrigando tal pessoa a observar o sacrifício ou tortura de terceiros, pode-se estilhaçar a sua mente em uma miríade de compartimentos isolados de barreiras amnésicas. Rituais satânicos são ampla e abertamente usados para conseguir esses mesmos resultados. E uma vez que a unidade psicológica do individuo tenha sido, dessa forma, tão fragmentada, cada uma das subunidades, desligada da existência das demais, pode ser programada, independentemente, para diversas tarefas ou experiência distintas. Usando-se palavras-gatilho, chaves hipnóticas, sons ou sinais característicos, esses compartimentos podem ser destacados ou recolhidos à memória como uma espécie de “gaveteiro mental”. Um determinado compartimento individual, ou fragmento da mente, pode então ser trazido ao nível consciente do individuo e depois retornado ao subconsciente, para que outro compartimento possa ser acessado. E isso significa que, após a vitima ter executado uma tarefa, ela se esquecerá do que fez e com quem fez”.

Essa sindrome tornou-se conhecida como Desordem de Múltipla Personalidade (Multiple Personality Disorder: MPD) ou Desordem de Identidade Dissociativa (Dissociative Identity Disorder: DID)

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