Excertos do capitulo 5 do livro “O Instituto Tavistock” de Daniel Estulin (págs. 169-171)

O Reino Animal e Nós

Outra área-chave da lavagem ao cérebro é a criação duma identidade entre o homem e o animal. Desde desenhos animados para crianças até programas televisivos e filmes dos grandes estúdios, os animais foram retratados a agir como se fossem seres humanos. Há estudos que afirmam que, com o tempo, as crianças perderam a capacidade de estabelecer a diferença entre a maior parte dos animais e a vida humana. Em séries como Lassie, o animal era um “herói”, que vencia frequentemente sozinho os “maus” que queriam fazer mal às crianças suas amigas. “Toda esta identificação com o animal, e o esbater da distinção entre o que é humano e o que é animal, resultou, uma geração mais tarde, na loucura do movimento ambientalista.”

Contudo, ainda antes de haver televisão, outro fenómeno da comunicação social condicionou previamente a miudagem para a experiência audiovisual não racional: os desenhos animados de longa-metragem de Walt Disney como Branco de Neve, Cinderela, Bela Adormecida, Pinóquio e, mais recentemente, A Pequena Sereia e A Bela e o Monstro. Sem se darem conta, tanto adultos como crianças têm estado sujeito a mais de 60 anos de uma das campanhas de propaganda mais maléficas e perniciosas da História moderna. “Estes desenhos animados de longa-metragem tinham como objectivo tornarem-se experiencias universais para gerações de crianças e respectivos pais. Continham mensagens morais que ficariam na criança durante toda a sua vida adulta.”

Do que poucas pessoas têm conhecimento é que, tanto Walt Disney como o irmão, estiveram envolvidos na produção de filmes de propaganda durante a Segunda Guerra Mundial, sob a supervisão do Committee for Morale, dominado por Tavistock. “Os desenhos animados de Disney não foram feitos para as pessoas pensarem, mas sim para sentirem, algo que Disney achava “vir a unificar o público de pais e filhos a um nível emocionalmente infantil”, Disney e os degenerados da Escola de Frankfurt e de Tavistock estão aqui, na mesma página, com gente como Adorno, que falou do uso dos meios de comunicação social e do seu poder de transmissão de imagens carregadas de emotividade para obrigar a um atraso da sociedade adulta. “Assim, filmes e bandas sonoras criariam uma imagem mental que pareceria verdadeira, para dar às suas personagens uma dimensão emocional.” Num tal estado sonhador, as pessoas estavam mais dispostas a aceitar como verdadeira a imagética, cheia de vida, dos desenhos animados. Escutem Disney e, se forem seres humanos e não animais de duas patas, as suas palavras devem dar-vos a volta ao estômago: “Se todo o mundo pensasse e agisse como as crianças, nunca teríamos problemas. O que é pena é que até as crianças têm de crescer.”

Sem nos apercebermos, estamos a ser bombardeados através dos meios de entretenimento de massas com uma dose ultra pesada de algum do mais deletério simbolismo junguiano, “com a criação de mundos mitológicos de “super-herois” e “supervilões”, ao mesmo tempo que é apresentada a representação de personagens arquétipos, como a “Matrona”, o “Velho Sábio”, a “Donzela” ou a “Eterna juventude”. Não é coincidência que a maior concentração de discípulos de Jung nos Estados Unidos continue a ser em Hollywood, onde numerosos produtores, realizadores, argumentistas actores e actrizes se submeteram à “terapêutica do sonho” junguiana. Além disso, músicos, letristas e outros elementos da cena rock, influenciados pela experiencia do LSD, gravitaram para o pensamento de Jung e inseriram o seu simbolismo nas suas canções.

“Não há mais viva representação dos arquétipos junguianos do que nos desenhos animados de Disney. As suas representações em desenhos animados de Disney. As suas representações em desenhos animados eram totalmente coerentes com os conceitos de Jung, em especial a sua apresentação consistente da moral, na ausência dos ensinamentos do conceito judaico-cristão de Bem. O Bem triunfa na medida em que recorre à intervenção de poderes mágicos de fadas, que são muito mais poderosas do que o Mal. Esta é a essência do tipo de espiritualidade de que Jung fala – a luta simbólica entre as forças “das trevas” e as “da luz”, fora do domínio da razão humana.”

Há no entanto um aspecto ainda mais assustador em todo o circo Disney: a sua horrenda incursão pelo macabro. Nos últimos 60 anos, um dos mais populares programas infantis tem sido o Clube Disney, com a sua miscelânea de pessoas de carne e osso, música ao vivo, desenhos animados e pessoas mascaradas de personagens animais. Quantos saberão que o Clube Disney foi uma experiencia sinistra de lavagem de cérebro em massa, das nossas crianças, através da televisão? “Cada criança era “doutrinada” em casa, num ritual de associativismo, e foi incentivada a cantar em conjunto canções cujas letras apareciam no ecrã, e a entoar coisas de acordo com as instruções do seu chefe de grupo, da televisão. Faziam-no usando “orelhas de rato”, o que foi projectado para as fazer identificar-se com uma figura animal: o Rato Mickey. No fim do programa, um sermão era proferido por um chefe de grupo, um adulto jovem, cuja mensagem era reforçada pelos Mosrateiros em estúdio. Tudo isto era feito com as crianças, tanto em casa como no palco, a usarem as suas orelhas e a fazerem a “saudação do clube”. Quantas pessoas se apercebem agora de que, enquanto faziam a sua saudação de Mosrateiro, estava-lhes na verdade a ser instilada uma nova religião, quase pagã, com o seu recém-eleito deus, o rato?”

Se extrapolarmos mais um pouco, vemos que os pais se afastaram e permitiram que um rato, ou melhor, a televisão, através do Rato Mickey, transmitisse valores a uma nova geração de crianças que, na maior parte dos casos, ensinaria os mesmos valores aos seus filhos e aos filhos dos seus filhos. Repito, estamos perante 3 gerações sucessivas sujeitas a uma lavagem de cérebro, sem qualquer memória consciente doutra coisa. Noutra época e noutros pais europeu, “outra geração de crianças recebeu valores de forma organizada, de outros que não os seus pais. A Juventude Hitleriana, da Alemanha Nazi. Também tinham os seus rituais, os seus uniformes e símbolos, e as suas canções. Também tinham os seus chefes, que pregavam sermões. Também lhes era dito que escutassem os pais e fossem patriotas, bem-educados e bem-comportados.” O truque era fazer desaparecer os nazis, mas não os seus ideiais. O Estado e os valores nazis mantinham-se, mas sem a bagagem nazi. O Rato Mickey e Hitler. Conseguem ver o paralelismo?

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