Excertos do capitulo 5 do livro “O Instituto Tavistock” de Daniel Estulin (págs. 161-162)

Conflito de Gerações

As pessoas que estão na casa dos 60 são consideradas como a geração do baby boom. Por outras palavras, mesmo que as pessoas não fumem droga nem pratiquem sexo com animais esquisitos, não deixam de ser baby boomers, no sentido em que a maior parte delas aceita os valores que são comuns a essa geração. E os valores comuns a essa geração são aceitar o papel dominante das alterações na política cultural, que têm vindo a ocorrer. Essa alteração política corresponde à desindustrialização da América. Uma sociedade de desindustrialização é uma sociedade sem futuro, porque qualquer Estado-nação que se respeite a si próprio, só pode ser verdadeiramente independente se conseguir proporcionar bem-estar aos seus cidadãos. Como conseguiram as pessoas que governam o mundo impor essa desindustrialização à sociedade? Pense-se no perfil da população americana.

A geração com o conjunto mais forte de valores morais, na História da América, foi a que lutou na Segunda Guerra Mundial. Nasceu antes do advento da televisão. Foi a geração mais difícil de submeter a uma lavagem ao cérebro. Os seus filhos, os baby boomers, tornaram-se os alvos dos ideólogos da lavagem ao cérebro. De facto, com a televisão, os baby boomers têm passado toda a vida a ser submetidos a uma lavagem de ao cérebro. Recordemos o objectivo dos lavadores de cérebros: tornar cada geração sucessiva mais infantil, mais animalesca, mais amoral, e daí mais fácil de controlar. O mundo em que hoje nos inserimos é mais convencional, menos solidário, mais sensacionalista e mais despeitado. Todo o ímpeto do pensamento moderno tem sido dirigido no sentido da redução da esfera de responsabilidade moral do individuo. O comportamento humano é visto cada vez mais como um produto de forças impessoais.

E como poderia ser diferente? “Tendes pais que foram eles próprios formados pela televisão, a criarem filhos formados pela televisão, os quais estão agora a começar eles próprios a ter filhos: três gerações sucessivas sujeitas à lavagem ao cérebro pela televisão, sem qualquer memória consciente de algo diferente.”

Pense no assunto. As pessoas nunca digeriram plenamente a televisão. A mística que devia esmorecer, fortalece-se. A nossa bussola moral girou ao ponto de considerarmos como celebridades não só os que os representam para a televisão, que fazem playback de canções antigas para espectadores escolhidos a dedo, e os actores desempregados que vendem ninharias, iogurtes e desodorizantes durante os intervalos para publicidade em reposições de filmes antigos.

E, com a nossa bússola moral avariada, algo nos aconteceu e se passou connosco. A própria televisão tornou-se substituta dos pais. O televisor tornou-se o moralizador. Começou a dizer às pessoas o que fazerem. De súbito, o comportamento dos filhos – as drogas, o sexo, o comportamento anti-social – , já não parece tão chocante como antigamente. Tornou-se mais fácil racionalizar tudo isso, descartá-lo, com a ajuda das mensagens contidas na programação televisiva. “E, quando os adultos já são infantis, é mais fácil aceitarem o infantilismo dos filhos.”

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