Excertos do capitulo 5 do livro “O Instituto Tavistock” de Daniel Estulin (págs. 148-151)

Campanha de Propaganda

Mesmo na época da Internet, da blogosfera e de outras geringonças de última geração para disseminar informações entre as massas, o Times e o Post, ambos empresas do Bilderberg e do CRE, marcam o tom para a maior parte da cobertura noticiosa, definindo os temas e estabelecendo os limites da opinião “respeitável”.

Consideremos, por exemplo, os casos do Sudão e da Líbia, para ilustrar a forma como os jornalistas, ligados à classe dominante, “contribuem para a definição” da política externa, através duma descarada campanha de propaganda.

“Saturação de reportagens duma região em crise; pedidos de ajuda urgentes transmitidos pelos meios electrónicos de comunicação (como foi o caso recentemente na PBS – gerida pelo CRE); imagens televisivas de refugiados (como foi recentemente o caso na Fox e na CNN – geridas pelo CRE; horríveis histórias de “violações em massa”, decerto projectadas tanto para excitar como para provocar repúdio; evocações acusatórias do genocídio no Ruanda; exigências de que algo seja feito (“Como podemos ficar indiferentes?”, etc.); editoriais (no New York Times, no Washington Post, na Newsweek, na revista Time – geridos pelo CRE -, e na revista Foreign Policy, do próprio CRE, com longos e complicados artigos de opinião da autoria de Zbiegniew Brzezinski, membro do Clube Bilderberg e do CRE) a pedir o regresso aos tempos do imperialismo benevolente de Rudyard Kipling; e, finalmente, o anúncio de que estão efectivamente a ser elaborados planos de intervenção.

Liguemos então o televisor e vejamos por nós próprios como as notícias são embaladas para o nosso consumo. Cada “notícia” é dada com brevidade, a maior parte em não mais de 30 segundos; uma notícia importante pode ir até ao minuto e meio. Voz sobreposta às imagens. Pequenas entrevistas, habitualmente com poucas frases; pedacinhos de pensamento desconexo. O segmento médio de meia hora pode transmitir até 40 notícias, todas apresentadas em estilo inconsútil, seguindo-se o desporto, a meteorologia, os espectáculos e alguma conversa fiada entre os locutores. Mas estaremos nós a assistir a verdadeiros acontecimentos do mundo real? Será assim que as complexas questões mundiais são vistas in situ? A Líbia enfiada numa citação de 30 segundos? 2000 anos  de História do Afeganistão numa entrevista de 45 segundos, cortada em 3 pedaços ainda mais breves, cada um com 3 frases de seis palavras? Ou será uma imagem pessimamente distorcida que o locutor nos apresenta como realidade?

Dada a maneira como as notícias são apresentadas, acha que a mente do espectador alguma vez se concentra num pensamento deliberativo a respeito de qualquer uma delas? Não, não concentra. O que fazemos é ver um espectáculo noticioso, registando apenas informações, no formato em que nos são apresentadas. Constituirá, pois, surpresa para si se eu lhe disser que, ao fim de duas horas, a maior parte dos espectadores apenas se lembrará dum vago resumo do que viu? O Próximo Oriente está a ferro e fogo. Mais civis foram mortos algures. Inundações fizeram desaparecer um grande pedaço de terra em… Sim, onde? A economia europeia está fraca e mais um país pediu um resgate financeiro. Houve um sismo no Japão e miraculosamente alguém sobreviveu a uma provação de nove dias debaixo dos escombros. Uau! Bestial! Convidem essa pessoa para o Oprah Winfrey Show! Olá, mãe, estou na TV!

“Até a cobertura ao vivo dos acidentes rodoviários, de assassínios perpetrados por gangues, de violações, desastres naturais, guerras e actos de terrorismo, é “formatada” com base em cuidadosos estudos realizados nos departamentos de Neurologia das principais faculdades de Medicina. Nas últimas décadas, especialistas em guerra psicológica revelaram uma nova pseudociência chamada “vitimologia”, desenvolvida no Instituto Tavistock de Londres, cuja premissa é a teoria de que os indivíduos podem ser traumatizados através da exposição a relatos visuais chocantes e exaustivos, de extrema violência.”

No seu trabalho de investigação sobre televisão, Lonnie Wolfe explica que este tipo de lavagem de cérebro é chamado de “retenção selectiva. A televisão faz com que as pessoas suspendam as suas capacidades de juízo crítico, porque a combinação de som e imagem coloca o individuo num estado semelhante ao de um sonho, o que limita as suas capacidades cognitivas”.

Que diria o leitor, se tivesse de resumir as notícias? Que vivemos numa sociedade violenta e degradada. Por outras palavras, uma visão degradada do homem, como animal; a matar; a assassinar, a violar pessoas inocentes por todo o mundo. Imagem secundária: colapso económico, medo e desespero. “Esta é, pois, a imagem do homem e da sua sociedade, enfiada nas nossas cabeças.” Concordo que é realmente “enfiada”, pois não é usado nenhum processo de pensamento cognitivo para se chegar à verdadeira história para lá dos acontecimentos.

Hal Becker, do Future Group, afirma que, através do controlo da programação noticiosa da televisão, consegue criar uma opinião pública, manipulando a forma como as pessoas pensam e agem. “Os americanos pensam ser governados por uns burocratas que, em Washington, fazem leis e distribuem dinheiro. Como estão enganados… Os americanos são dominados pelos seus preconceitos e esses preconceitos são condicionados pela opinião pública… Pensamos que tomamos todas as decisões sobre tudo. Somos mesmo presunçosos. A opinião pública decide por nós. Trabalha o nosso instinto de manada, como se fôssemos animais assustados.”

No entanto, há uma enorme diferença entre um animal e um homem. Essa diferença está na nossa procura da Verdade eterna e do significado da Vida. A Verdade está sempre num intelecto superior e nos poderes criadores da mente humana individual. Portanto, é um problema moral, um problema do destino da humanidade, que nenhum animal poderá alguma vez resolver. Cada geração tem de avançar para além da geração precedente. E essa esperança, de que tal irá suceder, devia estar na mente da pessoa que vai morrer de velha: que a sua vida tenha tido algum significado, por deixar as fundações para uma vida melhor do que a que teve.

Por outro lado, pessoas como Freud, Bertrand Russel, Eric Trust, Emery, Adorno, que acreditam não haver uma diferença significativa entre o homem e o animal, têm de negar a existência e relevância da Verdade eterna e da nossa procura do significado da Vida, para tornar todos os homens moralmente loucos.

“A televisão, com a sua presença avassaladora nas nossas vidas, tanto cria a opinião pública como a valida.” Como é isto possível? Deve-se ao facto de a nossa identidade ser moldada, graças à televisão, pelo que outras pessoas pensam; por “um desejo permanente e infindável de agir como temos noção que outros gostariam que agíssemos”.

Por exemplo, segundo a mais recente sondagem do Instituto Gallup, “a América está a dizer NÃO às drogas”, diz-nos um jovem jornalista sorridente da CNN. Será verdade? Devíamos acreditar num tal disparate só porque uma sondagem o diz? Ou porque a CNN o diz? Nas palavras de Becker: “O mundo está naquela caixa. E está lá todas as noites. Bem, está mesmo lá muito mais do que isso: de 6 a 8 horas por dia.”

De certa forma, a comunicação “informativa” costuma contar uma história: a saga do Governo como Salvador. Em quase todos os temas concebíveis, internos ou externos, as noticias são elaboradas para encorajar os leitores e espectadores a encararem a intervenção governamental como solução. Por outras palavras, os meios de comunicação social são culpados de serem cúmplices conscientes e complacentes na busca do controlo global por parte da elite do poder. Porque, para dominar o mundo, a elite do poder tem de conquistar a opinião pública. E como Walter Lippmann nos recorda: “Noticias e verdade não são a mesma coisa…”

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