Chá ou caldo de vegetais doces

 

O caldo de vegetais doces foi inventado por Michio Kushi e é um dos remédios caseiros mais prescritos em macrobiótica. Tal justifica-se devido ao consumo exagerado de produtos animais que se instalou nos hábitos alimentares e modernos e que conduz, pelo estimulo fortemente yang que veicula, a uma tensão no pâncreas. Esta tensão gera uma necessidade de estímulos exageradamente yin como forma de  obter algum equilíbrio, que leva ao consumo de açúcares de absorção muito rápida sob formas tão diversas como bolos, bolachas, chocolate, pão, bebidas alcoólicas, refrigerantes, etc. Desta forma não só não se alcança o equilíbrio desejado, como se cria uma oscilação de todo o organismo, mente e emoções incluídas, entre dois pólos bastante distintos. Durante todo este processo o pâncreas acaba por ter que trabalhar sob tensão e, ao fim de algum tempo, decresce a sua capacidade de manter estáveis os níveis de açúcar sanguíneos, resultando numa condição que afecta provavelmente 2/3 da população ocidental – a hipoglicemia, ou seja, níveis crónicos baixos de açúcar no sangue. Pelo facto de os níveis de açúcar serem um dos alicerces mais importantes de todo o metabolismo, já que todas as células do corpo, nomeadamente as do sistema nervoso, dependem da energia obtida a partir destes açúcares para exercerem as suas funções, crê-se que a hipoglicemia crónica está na base de um vasto leque de doenças do foro físico, mental e emocional.

A virtude do caldo de vegetais doces reside no facto de ser uma bebida doce que satisfaz as necessidades urgentes de açúcar de uma forma suave, conferindo a todo o organismo, nomeadamente ao pâncreas, essa vibração.

 

Indicações:

– sistema nervoso: stress, distúrbios mentais e emocionais, sterss pós-traumático, ansiedade e desejo forte e incontrolável por doces e doença de Alzheimer;

– cancro: ósseo, mamário, do estômago, renal, linfoma, pancreático, da pele, da tiróide, do aparelho genital feminino;

– outras condições: hipoglicemia, diabetes, sida, artrite reumátoide, gota, problemas pulmonares, tumor cerebral, tensão geral e muscular, distúrbios testiculares, efeitos do consumo excessivo de produtos animais principalmente de aves e ovos, entre outras.

 

Preparação: cortar quantidades idênticas de legumes doces (cebolas, cenouras, couve lombarda e abóbora) em pedaços médios. Levar o triplo ou quádruplo do volume de água a ferver, adicionar os vegetais e cozinhar destapado durante 3 minutos. Diminuir a intensidade da chama, tapar e cozinhar durante 20 minutos. Coar e beber morno ou quente. A bebida que sobra pode ser guardada no frigorífico durante 2 dias e deve ser aquecida antes de ser ingerida. A frequência com que se deve beber o caldo de vegetais doces varia em função da condição de cada pessoa, podendo ir de 1 a 2 chávenas uma vez por dia ou dia sim, dia não, durante 3 a 4 semanas, podendo seguir-se uma pausa de 10 a 15 dias, para retomar mais tarde durante mais 2 a 3 semanas. Como não existem propriamente contra-indicações ou efeitos secundários resultantes da ingestão desta bebida, aconselha-se a que cada pessoa aprenda a tomá-la em função da análise que fizer da sua própria condição.

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