Miso

O miso e o seu efeito de protecção do organismo

O miso é um alimento geralmente desconhecido na dieta ocidental, sendo bastante prevalecente no oriente.

Uma alimentação equilibrada deve também ser sustentável, maioritariamente composta por produtos locais (sobretudo no caso dos frescos) o que não significa que certos produtos não possam ser incluídos se fornecerem determinados benefícios difíceis de obter de outro modo.

O que é o Miso?

O miso é uma pasta à base de soja fermentada (6 meses a 2 anos) e cereais (geralmente arroz ou cevada), bolor (koji) sal e água, que se crê ter tido origem na China há cerca de 2500 anos. Este alimento, que conhece mais de 20 variedades diferentes, é uma das fundações da alimentação asiática, sendo que até recentemente 70% dos seus habitantes iniciava o dia com uma chávena de sopa de miso, ao invés de café.

À semelhança do sal, o miso pode ser utilizado como tempero, com a vantagem de conter apenas 5.5% a 13% de sal, quando o sal de mesa, além de ser de qualidade duvidosa contem 99%. Possuindo um sabor forte, pode também ser utilizado em substituição de gorduras, embora os praticantes de dietas omnívoras devam abster-se das variedades mais fortes e salgadas.

Adicionalmente, o miso contém um elevado teor proteico, um padrão de aminoácidos semelhante ao da carne, assim como vitamina B12, ainda que a sua biodisponibilidade esteja por determinar. De modo semelhante ao iogurte, o miso contém lactobacillus que assistem na digestão e assimilação, assim como vários micro-organismos e enzimas.
É preferível optar por miso não pasteurizado a fim de beneficiar de todas estas características, que de outro modo estarão parcial, se não totalmente ausentes.

O efeito protector do miso

Existe pouca informação disponível sobre o efeito protector do miso relativamente à radiação, seja esta proveniente de ataques nucleares, tratamento oncológico ou outras fontes. A maioria da informação existente é referente a casos práticos, sendo que esta é mais escassa no respeitante a investigações.

O primeiro caso documentado data de 1945 altura em que a bomba atómica foi lançada em Nagasaki, tendo as autoridades Norte-Americanas declarado a área inabitável durante 75 anos. O Dr. Tatuichirou Akizuki, director do Hospital St. Francis cuidou de 70 pacientes com tuberculose a 1,4Kms de do hipocentro da explosão, escapando todos da morte por danos causados pela radiação aguda, ao passo que no Hospital Universitário, que se encontrava a uma distância semelhante e em que a alimentação não só não incluía miso, como compreendia produtos à base de refinados e açúcar, doentes e médicos foram contaminados.
O Dr. Akizuki conjecturou que a razão seria a ingestão diária de sopa de miso com alga wakame. Essa suposição foi mais tarde publicada no idioma Inglês para a informação da população ocidental, servindo de base para aplicações e investigações subsequentes.

Uma outra situação deu-se em Chelyabinsk pelas mãos dos Doutores Lidia Yamchuk e Hanif Sharimardanov, ao incorporarem sopa de miso na dieta de pacientes diagnosticados com leucemia, linfoma e outras desordens associadas à exposição à radiação nuclear. Nas suas palavras: “O miso está a ajudar alguns dos nossos pacientes com cancro terminal a sobreviver. O seu sangue melhorou assim que começaram a usar o miso diariamente.”

Em 1986, após o acidente de Chernobyl, na Rússia, muitos europeus em zonas próximas consumiram sopa de miso a fim de evitar doenças da radiação, esgotando completamente os stocks de miso e algas marinhas.

A cirurgiã Evelyn Waselus, na década de 90 foi diagnosticada com cancro da mama, submetendo-se a uma dupla mastectomia, após a qual, sofrendo de dores intensas durante meses aplicou miso na forma de compressa conseguindo atenuar as dores.  Mais tarde abriu o Universal Life Center na California onde administra miso a pacientes de cancro e sida, quer na forma de emplastro quer via oral, sendo que na generalidade os resultados tem sido positivos.

No respeitante a investigações, existem algumas efectuadas em ratos pelo Dr Watanabe da universidade de Hiroshima, nas quais foi observado efeito protector do miso relativamente a tumores gástricos, cancro colo-rectal, do pulmão, hepático e da mama.

Uma outra investigação foi concretizada pelo Instituto Japonês do Cancro ao longo de um período de 25 anos, englobando 260.000 sujeitos dividos em 3 grupos diferentes estudados : um grupo ingeria miso diariamente, outro ingeria miso 2 a 3 vezes por semana, e outro nunca o ingeria, sendo que os membros deste grupo possuíam um risco 50% maior de cancro.
Investigadores do mesmo instituto monitorizaram os hábitos de 21.852 mulheres com idades compreendidas entre os 40 e os 59 anos, e concluíram que aquelas que ingeriam 3 ou mais tigelas de sopa de miso diariamente reduziram o seu risco de cancro da mama em 40% quando comparadas com aquelas que não o faziam, enquanto que as mulheres que ingeriam 2 tigelas de sopa de miso diariamente reduziam o seu risco em 26%.

É de salientar que a fim de obter proveito do uso de miso, o seu uso não deve ser exagerado sob pena de agravar condições previamente existentes ou criar novas.

Receita: Sopa de Miso

Ingredientes

  • 1/2 chávena (chá) de alga wakame ou kombu cortada em partes pequenas
  • 2-3 colheres (mesa) de miso
  • 1 chávena (chá) de vegetais cortados (nabo, cebola, bardana, cenoura, couve, etc)
  • 4 chávenas (chá) de água
  • 1 colher (chá) de azeite

Refogar as algas e os vegetais, adicionar água e deixar ferver. De seguida colocar o lume no mínimo, tapar e deixar durante 15mns.

Retirar um pouco da água quente, juntar com um pouco de água fria, misturar o miso até dissolver e então devolver à sopa mexendo bem e desligar o lume.

O miso não deve ser fervido de modo a conservar todas as enzimas.

Informação obtida do blog Less is More.

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